"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes". (Paulo Freire)
No deserto sopra o vento Uma incerteza lhe é presente Muda de humor e causa tormento Quando parti, vai sorridente não se importando com o que causou
O rochedo não vai e vem Ele é apaixonado pelo seu canto O Vento agi como lhe convém Não tem charme e nem encanto
Olha só quem voltou... Vem suave ao tocar na gente Até parece ser bom por um momento A nossa proteção é o rochedo carente Que ama e não tem medo do sofrimento.
Ensino público decente Comando emite nota ocupação da reitoria da UNIR
Confira:
O Comando Geral de Greve dos Estudantes da UNIR vem a público anunciar que o prédio da UNIR-CENTRO(prédio da reitoria e pró-reitorias da universidade) foi ocupado pelos estudantes nesta manhã de quarta-feira e está sobre o controle do Comando Geral de Greve.
1- Mais do que qualquer funcionário da universidade, reitor, político ou polícia, nós estudantes, somos os mais interessados em manter a estrutura da UNIR bem conservada e em bom estado. Por isso, deixamos claro que nada foi e nem será depredado ou quebrado(temos filmagens e fotos que comprovam). Pelo contrário, ao entrar no prédio prezamos por sua integridade e realizamos a limpeza de corredores, auditório e banheiros. A UNIR é nossa, zelaremos por ela melhor que ninguém!
2- O REItor se nega a negociar com os estudantes abertamente com todos os membros do comando de greve e em assembleia. Se tudo está resolvido e as pautas foram atendidas, então qual o medo REItor Januário? Por esse motivo ocupamos a REITORIA da UNIR e só desocuparemos mediante ao cumprimento de uma das seguintes condições:
a. O Sr. Januário do Amaral seja AFASTADO do cargo de Reitor da UNIR; b. O Ministério da Educação faça audiência diretamente com o Comando Geral de Greve para negociar as pautas de reivindicações apresentadas pelos cursos e campi.
3- Repudiamos o tratamento dado pela Administração Superior a todo o processo de greve e consequentemente aos estudantes que ocupam a Reitoria da UNIR, ou seja, tratando como caso de polícia. Não somos criminosos, somos estudantes! Queremos estudar, mas do jeito que está não dá, não aguentamos mais o descaso com o ensino superior público, a corrupção encastelada na universidade, o sucateamento das instalações, a falta de materiais de consumos, chega! A situação é desesperadora!
4- A Reitoria chamou a Polícia Federal, Polícia Militar e COE(Comando de Operações Especiais da PM) para reprimir os estudantes e professores da UNIR. Desde já avisamos que qualquer coisa que aconteça aos grevistas ocupantes do prédio a RESPONSABILIDADE SERÁ INTEIRAMENTE DO JANUÁRIO DO AMARAL, seus pró-reitores e do governador Confúcio Moura(PMDB), que se negam a tratar os problemas da educação como algo sério e de suma importância para a sociedade rondoniense e brasileira.
Não somos bandidos! Somos estudantes! Fora Reitor Januário do Amaral!
1 - Reitor mente, mente, descaradaMENTE na imprensa:
Nos últimos dias temos visto na imprensa de Rondônia que o REItor Prof. Januário do Amaral ao dar entrevistas tenta inutilmente num ato de desespero esconder que o movimento de greve, principalmente de estudantes, tem se expandido e se fortalecido em todos os campi da UNIR.
Afirmou numa entrevista a um jornal no dia 23/09 que “não é a universidade toda que está em greve e sim uma minoria”. Em nota oficial do dia 21/09 disse que “as atividades administrativas e acadêmicas nos campi de Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena continuam normalmente” e que em Porto Velho “alguns cursos mantem as aulas regularmente”. Ora, essas afirmações só comprovam que o REItor não conhece a realidade da universidade, não visita os campi da UNIR, e portanto, tergiversa sobre a realidade.
Hoje são 3 campi em greve geral (Porto Velho, Guajará Mirim e Rolim de Moura) os quais somados são maioria da universidade. Na ultima semana os cursos de Engenharia de Alimentos de Ariquemes, Letras de Vilhena e Física de Jí-Paraná aderiram à greve, além do campus de Cacoal que se encontra em estado de paralisação geral.
A greve se estende à todos os campi da UNIR e é construída por todos os estudantes e professores, portanto, o Sr. Januário do Amaral mente quando diz que a greve é feita por “uma minoria”, que é “parcial” e que é coisa de “um grupo de alunos”. Muito pelo contrário, a greve tem crescido e tomado proporções nunca vistas na história da UNIR.
A revolta é generalizada! A greve segue se desenvolvendo, os e cursos e campi que ainda não paralisaram completamente estão se organizando e realizando assembleias gerais para construir suas pautas de reivindicações e deliberar sobre a greve, como Jí-Paraná que fará nesta terça-feira (27).
2 – REItor tenta enganar a comunidade acadêmica com respostas evasivas:
O REItor januário disse que os grevistas não querem diálogo, mas foi ele que não compareceu à reunião convocada previamente pelos estudantes. Além disso, foi à imprensa para nos atacar e dizer que já “atendeu à 95% das reivindicações”. Parece piada, mas não é.
O REItor teve o cinismo de responder à enorme e complexa pauta de reivindicações “por meio do site da Unir”, colocando o “seu ponto de vista” como diz na nota oficial. Um verdadeiro absurdo! Como se não bastasse não ter sentado para debater democraticamente os problemas e possíveis soluções, o reitor não dá e nem pode dar concretude na resolução dos problemas, dando respostas superficiais. O documento denominado “Resposta da Reitoria à pauta dos alunos” foi escrito com a mesma arrogância, ironia e descaso com que a Administração Superior da UNIR trata os estudantes, técnicos e professores, mentindo sobre a existência de laboratórios, se esquivando das suas responsabilidades e dizendo que tudo já está “encaminhado”, “previsto” ou “em licitação”.
Em meio a crise política e financeira da UNIR, evidenciada pelo abandono e sucateamento progressivo da infra-estrutura dos Campi, o REItor não hesita em declarar publicamente nos meios de comunicação, que o orçamento da UNIR é insuficiente para atender as demandas geradas pela implementação dos novos cursos. Estranhamos, no entanto, que neste contexto de restrição orçamentário e em plena Greve Geral, o REItor assinou EMPENHO da compra de um terreno em Rolim de Moura no valor de R$ 7 milhões, quando o referido terreno foi avaliado pela CEF no VALOR MÁXIMO de R$ 1,5 milhões. Constatou-se ainda que o imóvel está alugado por 5 anos, que está em litígio, portanto sub judice.
Tendo sido advertido pelo Ministério Público Federal(MPF) para evitar tal aquisição, o Reitor ignora a recomendação do MPF e está adquirindo o imóvel. Exigimos do MPF a imediata investigação sobre as virtuais irregularidades que envolvem a aquisição deste imóvel.
3 - Restaurante Universitário na UNIR:
Em setembro de 2008 a reitoria assinou um TAC(disponível em: http://dceunir.blogspot.com) com os estudantes ao término da greve estudantil assumindo uma série de compromissos e de prazos para o cumprimento das reivindicações. No entanto a maioria das clausulas assumidas e assinadas por ele não foram cumpridas. Por exemplo a Clausula III da Primeira Sessão deste TAC o REItor se compromete em buscar recursos até o final de outubro de 2008 com a finalidade de implementar o Restaurante Universitário(RU) no campus de Porto Velho e em três campi do interior. Neste momento, por que estamos em greve, promete novamente os recursos para construção do prédio do RU. O que ele esquece é que temos prédio, basta ampliá-lo. O que exigimos são recursos para a gestão do RU, para que se tenha subsídios no valor da refeição, barateando o custo da alimentação.
4 – Não queremos salafrário! Fora Januário, REItor autoritário!
Já estamos cansados das promessas deste REItor déspota que administra a UNIR através de decretos(ad-referendum). Já são quase 13 anos de José Januário do Amaral na Administração Superior da UNIR. Treze anos de subserviência ao MEC/Governo Federal, dizendo sim para os projetos de desmonte das universidades públicas e fazendo vistas grossas aos cortes de verbas. O Januário tenta culpar o MEC por não dar condições para elevar a qualidade da universidade, no entanto ele nada faz contra tais desmandos, provando ser um verdadeiro capacho, nomeado(reitor é cargo escolhido pelo ministro) e mandado pelo MEC.
Foram oito anos como vice-reitor, neste período foi presidente da fundação RIOMAR, inclusive com várias denuncias de irregularidades ainda nesta época, e quase 5 anos como REItor, acumulando inúmeras denúncias e constatadas várias pelo Tribunal de Contas da União(TCU) e Corregedoria Geral da União(CGU).
Chega! Agora é Fora Januário! Exigimos o afastamento imediato do REItor Januário do Amaral para que desta forma o TCU, CGU acompanhado pelo MEC possam realizar apuração inloco das inúmeras denúncias de irregularidades dentro da administração da UNIR e da Fundação Riomar.
Disponibilizamos o relatório da auditoria da gestão de 2010 da UNIR produzido pela CGU no Blog (http://dceunir.blogspot.com) do DCE/UNIR junto com outros documentos para quem quiser consultar.
Fora Januário do Amaral! É Greve Geral contra o desmantelamento das universidades públicas! Viva o Movimento Estudantil Combativo e independente da UNIR!
O teu amor é sinônimo de opressão
O teu beijo tem o tempero da cobrança
O teu aconchego é cadeia fechada
Quão ciumenta és tu minha amada
Eu não sei amar ninguém
O que eu sabia foi levado pelo Mar
O meu coração não pode se apaixonar
Por favor, tenha mais compreensão.
Sou paciente para te entender meu bem
Mas, na minha vida não quero mudança.
Por força não vai, com caninho há esperança.
A nós há um caminho com dupla direção.
Resumo: Esse artigo surgiu após estudos e levantamentos sobre a temática a importância do lúdico na aprendizagem e socialização da criança, foi observado que o tema é bem atual e é causador de divergências entre educadores. A pesquisa para a elaboração do artigo foi realizada pelo método indutivo, pesquisa bibliográfica, e analise dos dados. A hipótese levantada foi que os educadores não estão conseguindo se libertar da educação tradicionalista, não há uma ruptura com a educação bancaria para que haja uma nova forma de educação. O preconceito e a falta de atualização/capacitação de muitos educadores têm freado muitas teorias novas.
Palavras-chaves: educação, lúdico, resistência.
INTRODUÇÃO
A educação no Brasil tem passado por varias mudanças nas três últimas décadas principalmente, o Brasil saiu de uma ditadura militar ferrenha que durou aproximadamente vinte anos, nesse período o que imperava era o tradicionalismo e o tecnicismo.
A ditadura terminou muitos o número de intelectuais da educação e quando eles voltaram do exílio trazendo na bagagem novas idéias e novas experiências que deram certo em outros países. Assim como houve mudança política, na educação também houve reformas que deu origem a educação atual. Conforme JUNIOR (2001, p. 11):
Conhecer métodos, técnicas e procedimentos presentes na Pedagogia Tradicional faz com que educadores(as) revejam suas atitudes e sobretudo sua práxis (ação-reflexão-ação), ocasionando uma melhora significativa na configuração do ensino, fazendo com que este torne-se contextual e percebido pelos alunos como uma ação necessária e indissolúvel as suas vidas enquanto seres sociais.
Novas teorias têm surgido para dinamizar e ajudar a melhorar a aprendizagem dos alunos, os métodos tradicionais tiveram que ser revistos e muitos foram abolidos da pedagogia atual, mas muito professores ainda não refletiram melhor sobre seus métodos de ensino optando para ficar no tradicionalismo.
Os novos pedagogos saem da academia como muitos sonhos querendo colocar em prática teorias aprendidas no curso, mas são freados pelo comodismo e pela falta de políticas públicas voltadas a educação. O professor acaba tendo que trabalhar no improviso por não ter na escola uma biblioteca e muito menos possui uma brinquedoteca.
O professor assume a sala de aula sem apoio e dentro da sala ele encontra-se sozinho e a tendência deixar de lado tudo aquilo que aprendeu na academia e tomar medidas autoritárias e tradicionais. Segundo Lima (2010):
Quando em sala de aula, o professor é dotado de liberdade tal que o tem levado, na maioria das vezes, a adotar uma postura ditatorial perante os alunos. Essa postura instrucionista tem encontrado amparo no fato de que o professor, na sala de aula, tem autonomia para determinar ações, selecionar o conteúdo e a metodologia de ensino, controlar o tempo, enfim, impor aos alunos aquilo que ele acha que é o correto e da maneira que ele quer. Tal postura tem acarretado bastantes desvios no processo de aprendizagem, tirando dos alunos a motivação para participar das aulas, e, sobretudo, impossibilitando-lhes a formação da competência humana, traduzida no saber pensar, no aprender a aprender e na construção e reconstrução do conhecimento. Considerando que o processo de aprendizagem deve ter como parceiros a incerteza e a dúvida, - logo, o professor não é o dono da verdade -, e que os alunos, ao lidarem com o conhecimento, devem assumir uma atitude inquieta, curiosa e questionadora.
O papel do professor é de importantíssimo dentro e fora de aula ele é um modelo, agindo com autoritarismo dentro de sala ele impõe respeito, mas não o conquista. Muitos professores temem trabalhar com o lúdico por medo de perder a autoridade na sala, mas limitando limites e educação com seriedade será bem sucedido.
A escola representa a saída do micro cosmo que a família, mas a escola é repressora ao extremo de causar desinteresse das crianças em ir para a escola, vários fatores contribuem para esse fenômeno que gera até evasão escolar um deles é o autoritarismo do professor. De acordo com BITTENCOURT & FERREIRA (2002, p. 12):
Na escola, a criança permanece durante muitas horas em carteiras escolares nada adequadas, em salas pouco confortáveis, observando horários e impossibilitada de mover-se livremente. Pela necessidade de submeter-se à disciplina escolar, muitas vezes a criança apresenta uma certa resistência em ir à escola. O fato não está apenas no total desagrado pelo ambiente ou pela nova forma de vida e, sim, por não encontrar canalização para as suas atividades preferidas.
Muitos professores superaram a falta de apoio do Estado, perceberam que quando era feita atividade que saia da rotina da sala de aula havia aprendizagem por parte dos alunos, ou seja, a criança aprende brincando. A criança imita a vida real com as suas brincadeiras. Quando brincam de boneca ou de carrinho há uma aprendizagem em relação à vida em sociedade só é preciso que já um mediador para nortear as brincadeiras.
Vygotski (1988) indica a relevância de brinquedos e brincadeiras como indispensáveis para a criação da situação imaginária. Revela que o imaginário só se desenvolve quando se dispõe de experiências que se reorganizam. A riqueza dos contos, lendas e o acervo de brincadeiras constituirão o banco de dados de imagens culturais utilizados nas situações interativas. Dispor de tais imagens é fundamental para instrumentalizar a criança para a construção do conhecimento e sua socialização. Ao brincar a criança movimenta-se em busca de parceria e na exploração de objetos; comunica-se com seus pares; se expressa através de múltiplas linguagens; descobre regras e toma decisões.
Nas escolas ainda vêm o recreio como hora da baderna, mas poderia ser visto como uma hora socialização das crianças, seria interessante se o professor deixasse à hora o cafezinho na sala do professor de lado às vezes para interagi com os seus alunos no recreio. É muito importante o lúdico na aprendizagem do aluno. Segundo SOUZA (2010):
Para que o brinquedo seja significativo para a criança é preciso que tenha pontos de contato com a sua realidade. Através da observação do desempenho das crianças com seus brinquedos podemos avaliar o nível de seu desenvolvimento motor e cognitivo. No lúdico, manifestam-se suas potencialidades e ao observá-las poderemos enriquecer sua aprendizagem, fornecendo através dos brinquedos os nutrientes ao seu desenvolvimento.
Na concepção de SAVIANI (1988) a Pedagogia Tradicional é classificada como intelectualista, e às vezes como enciclopédica, pois os conteúdos são separados da experiência do aluno e das realidades sociais, o que vale é uma educação formalíssima e acrítica.
A nova pedagogia que tem surgido no meio acadêmico não pode ser freada, pois visa aprendizagem e o bem estar dos alunos sem dualidade, sem distinção. As melhores escolas particulares utilizam essa nova pedagogia que valoriza o lúdico e têm dado bons resultados. Na escola pública há muita resistência por partes dos educadores, mas é hora de mudança para acabar com esse distanciamento de qualidade entre a escola pública e privada.
CONCLUSÃO
Trabalhar o lúdico dentro da sala de aula é de suma relevância para alcançar um bom índice de aprendizagem e é uma forma de motivar a permanência do aluno na escola.
Como já vou visto anteriormente que é através a brincadeira que as crianças se interagem e se sociabilizam como o meio, é na hora o recreio que é a maior expressão de sociabilidade onde se brinca, e há interação e troca de informações, é possível haver aprendizagem no recreio com a presença de um mediador.
O lúdico pode ser trabalhado de varias forma dentro a sala de aula, mas para isso o professor precisa de um bom jogo de cintura e criatividade para superar a falta de brinquedos e jogos pedagógicos. Até quando o professor vai precisar partir para confecção de matérias através da reciclagem? Isso não sabe. Talvez essa realidade seja mudada quando a educação for tratada com respeito e dignidade por parte das autoridades responsável.
REFERÊNCIAS
BITTENCOURT, Glaucimar Rodrigues; FERREIRA, Mariana Denise Moura. A importância do lúdico na alfabetização. Belém, 2002.
CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A. Metodologia científica. 5ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.
JUNIOR, Eimar França de Barros. Pedagogia Tradicional e as Desigualdades de Classe. Belém, 2001.
* Artigo apresentado como atividade de estudo extraclasse na disciplina de Sociologia. Oferecido pela Universidade Federal de Rondônia - UNIR, ministrado: prof°. Dra Márcia e aprecia prevista para Nov/2010.
** Acadêmico do 2° período de Ciências Sociais da Universidade Federal de Rondônia – UNIR