Sejam bem vindos

"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes". (Paulo Freire)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Em meio à tempestade

O meu estado é de turbulência

A minha paz foi levada

Estou cada vez mais dentro da tempestade

Totalmente preço sem liberdade

A minha alma está cansada

De todos os meus males tenho ciência


Quero um Mar de calmaria

Onde posso ser feliz de verdade

Estou solitário, doente e febril.

Essas tormentas vão consumir

Pois o mal que me atinge é saudade

Não sei se até o Mar calmo chegarei

Somente longe daqui paz terei

Longe até de mim mesmo.


Quando eu for não vai ter choro

Mas a minha atual situação nada ficará

A tristeza com o navio naufragará

Da aliança só restou o ouro

Quanto ao Mar ficarão lembranças boas

E um convite para depois da tempestade.


Léo Bittencourt. 17 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

O vento e o rochedo

No deserto sopra o vento
Uma incerteza lhe é presente
Muda de humor e causa tormento
Quando parti, vai sorridente
não se importando com o que causou

O rochedo não vai e vem
Ele é apaixonado pelo seu canto
O Vento agi como lhe convém
Não tem charme e nem encanto

Olha só quem voltou...
Vem suave ao tocar na gente
Até parece ser bom por um momento
A nossa proteção é o rochedo carente
Que ama e não tem medo do sofrimento.


Leonilson Bitencourt. 
                                                            10 de dezembro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

Comando emite nota ocupação da reitoria da UNIR

Quarta-feira, 5 de outubro de 2011 - 15:29


Ensino público decente
Comando emite nota ocupação da reitoria da UNIR



Confira:



O Comando Geral de Greve dos Estudantes da UNIR vem a público anunciar que o prédio da UNIR-CENTRO(prédio da reitoria e pró-reitorias da universidade) foi ocupado pelos estudantes nesta manhã de quarta-feira e está sobre o controle do Comando Geral de Greve.

1- Mais do que qualquer funcionário da universidade, reitor, político ou polícia, nós estudantes, somos os mais interessados em manter a estrutura da UNIR bem conservada e em bom estado. Por isso, deixamos claro que nada foi e nem será depredado ou quebrado(temos filmagens e fotos que comprovam). Pelo contrário, ao entrar no prédio prezamos por sua integridade e realizamos a limpeza de corredores, auditório e banheiros. A UNIR é nossa, zelaremos por ela melhor que ninguém!

2- O REItor se nega a negociar com os estudantes abertamente com todos os membros do comando de greve e em assembleia. Se tudo está resolvido e as pautas foram atendidas, então qual o medo REItor Januário? Por esse motivo ocupamos a REITORIA da UNIR e só desocuparemos mediante ao cumprimento de uma das seguintes condições:

a. O Sr. Januário do Amaral seja AFASTADO do cargo de Reitor da UNIR;
b. O Ministério da Educação faça audiência diretamente com o Comando Geral de Greve para negociar as pautas de reivindicações apresentadas pelos cursos e campi.

3- Repudiamos o tratamento dado pela Administração Superior a todo o processo de greve e consequentemente aos estudantes que ocupam a Reitoria da UNIR, ou seja, tratando como caso de polícia. Não somos criminosos, somos estudantes! Queremos estudar, mas do jeito que está não dá, não aguentamos mais o descaso com o ensino superior público, a corrupção encastelada na universidade, o sucateamento das instalações, a falta de materiais de consumos, chega! A situação é desesperadora!

4- A Reitoria chamou a Polícia Federal, Polícia Militar e COE(Comando de Operações Especiais da PM) para reprimir os estudantes e professores da UNIR. Desde já avisamos que qualquer coisa que aconteça aos grevistas ocupantes do prédio a RESPONSABILIDADE SERÁ INTEIRAMENTE DO JANUÁRIO DO AMARAL, seus pró-reitores e do governador Confúcio Moura(PMDB), que se negam a tratar os problemas da educação como algo sério e de suma importância para a sociedade rondoniense e brasileira.

Não somos bandidos! Somos estudantes!
Fora Reitor Januário do Amaral!


Comando Geral de Greve dos Estudantes da UNIR

domingo, 2 de outubro de 2011

NOTA DO COMANDO DE GREVE DOS ESTUDANTES: REItor Mente na Imprensa!


Porto Velho, 26 de setembro de 2011


1 - Reitor mente, mente, descaradaMENTE na imprensa:

Nos últimos dias temos visto na imprensa de Rondônia que o REItor Prof. Januário do Amaral ao dar entrevistas tenta inutilmente num ato de desespero esconder que o movimento de greve, principalmente de estudantes, tem se expandido e se fortalecido em todos os campi da UNIR.

Afirmou numa entrevista a um jornal no dia 23/09 que “não é a universidade toda que está em greve e sim uma minoria”. Em nota oficial do dia 21/09 disse que “as atividades administrativas e acadêmicas nos campi de Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena continuam normalmente” e que em Porto Velho “alguns cursos mantem as aulas regularmente”. Ora, essas afirmações só comprovam que o REItor não conhece a realidade da universidade, não visita os campi da UNIR, e portanto, tergiversa sobre a realidade.

Hoje são 3 campi em greve geral (Porto Velho, Guajará Mirim e Rolim de Moura) os quais somados são maioria da universidade. Na ultima semana os cursos de Engenharia de Alimentos de Ariquemes, Letras de Vilhena e Física de Jí-Paraná aderiram à greve, além do campus de Cacoal que se encontra em estado de paralisação geral.

A greve se estende à todos os campi da UNIR e é construída por todos os estudantes e professores, portanto, o Sr. Januário do Amaral mente quando diz que a greve é feita por “uma minoria”, que é “parcial” e que é coisa de “um grupo de alunos”. Muito pelo contrário, a greve tem crescido e tomado proporções nunca vistas na história da UNIR.

A revolta é generalizada! A greve segue se desenvolvendo, os e cursos e campi que ainda não paralisaram completamente estão se organizando e realizando assembleias gerais para construir suas pautas de reivindicações e deliberar sobre a greve, como Jí-Paraná que fará nesta terça-feira (27).

2 – REItor tenta enganar a comunidade acadêmica com respostas evasivas:

O REItor januário disse que os grevistas não querem diálogo, mas foi ele que não compareceu à reunião convocada previamente pelos estudantes. Além disso, foi à imprensa para nos atacar e dizer que já “atendeu à 95% das reivindicações”. Parece piada, mas não é.

O REItor teve o cinismo de responder à enorme e complexa pauta de reivindicações “por meio do site da Unir”, colocando o “seu ponto de vista” como diz na nota oficial. Um verdadeiro absurdo! Como se não bastasse não ter sentado para debater democraticamente os problemas e possíveis soluções, o reitor não dá e nem pode dar concretude na resolução dos problemas, dando respostas superficiais. O documento denominado “Resposta da Reitoria à pauta dos alunos” foi escrito com a mesma arrogância, ironia e descaso com que a Administração Superior da UNIR trata os estudantes, técnicos e professores, mentindo sobre a existência de laboratórios, se esquivando das suas responsabilidades e dizendo que tudo já está “encaminhado”, “previsto” ou “em licitação”.

Em meio a crise política e financeira da UNIR, evidenciada pelo abandono e sucateamento progressivo da infra-estrutura dos Campi, o REItor não hesita em declarar publicamente nos meios de comunicação, que o orçamento da UNIR é insuficiente para atender as demandas geradas pela implementação dos novos cursos. Estranhamos, no entanto, que neste contexto de restrição orçamentário e em plena Greve Geral, o REItor assinou EMPENHO da compra de um terreno em Rolim de Moura no valor de R$ 7 milhões, quando o referido terreno foi avaliado pela CEF no VALOR MÁXIMO de R$ 1,5 milhões. Constatou-se ainda que o imóvel está alugado por 5 anos, que está em litígio, portanto sub judice.

Tendo sido advertido pelo Ministério Público Federal(MPF) para evitar tal aquisição, o Reitor ignora a recomendação do MPF e está adquirindo o imóvel. Exigimos do MPF a imediata investigação sobre as virtuais irregularidades que envolvem a aquisição deste imóvel.

3 - Restaurante Universitário na UNIR:

Em setembro de 2008 a reitoria assinou um TAC(disponível em: http://dceunir.blogspot.com) com os estudantes ao término da greve estudantil assumindo uma série de compromissos e de prazos para o cumprimento das reivindicações. No entanto a maioria das clausulas assumidas e assinadas por ele não foram cumpridas. Por exemplo a Clausula III da Primeira Sessão deste TAC o REItor se compromete em buscar recursos até o final de outubro de 2008 com a finalidade de implementar o Restaurante Universitário(RU) no campus de Porto Velho e em três campi do interior. Neste momento, por que estamos em greve, promete novamente os recursos para construção do prédio do RU. O que ele esquece é que temos prédio, basta ampliá-lo. O que exigimos são recursos para a gestão do RU, para que se tenha subsídios no valor da refeição, barateando o custo da alimentação.

4 – Não queremos salafrário! Fora Januário, REItor autoritário!

Já estamos cansados das promessas deste REItor déspota que administra a UNIR através de decretos(ad-referendum). Já são quase 13 anos de José Januário do Amaral na Administração Superior da UNIR. Treze anos de subserviência ao MEC/Governo Federal, dizendo sim para os projetos de desmonte das universidades públicas e fazendo vistas grossas aos cortes de verbas. O Januário tenta culpar o MEC por não dar condições para elevar a qualidade da universidade, no entanto ele nada faz contra tais desmandos, provando ser um verdadeiro capacho, nomeado(reitor é cargo escolhido pelo ministro) e mandado pelo MEC.

Foram oito anos como vice-reitor, neste período foi presidente da fundação RIOMAR, inclusive com várias denuncias de irregularidades ainda nesta época, e quase 5 anos como REItor, acumulando inúmeras denúncias e constatadas várias pelo Tribunal de Contas da União(TCU) e Corregedoria Geral da União(CGU).

Chega! Agora é Fora Januário! Exigimos o afastamento imediato do REItor Januário do Amaral para que desta forma o TCU, CGU acompanhado pelo MEC possam realizar apuração inloco das inúmeras denúncias de irregularidades dentro da administração da UNIR e da Fundação Riomar.

Disponibilizamos o relatório da auditoria da gestão de 2010 da UNIR produzido pela CGU no Blog (http://dceunir.blogspot.com) do DCE/UNIR junto com outros documentos para quem quiser consultar.


Fora Januário do Amaral!
É Greve Geral contra o desmantelamento das universidades públicas!
Viva o Movimento Estudantil Combativo e independente da UNIR!

Comando Geral de Greve dos Estudantes da UNIR

domingo, 21 de agosto de 2011

Poderia ser Verdade.


Quão bom é ficar só admirando a tua beleza
Talvez seja comparada ao pôr-do-sol do Madeira
Não canso de contemplar a ti princesa
Encantou-me como se fosse o canto da sereia

Por ti desbravaria os setes mares
E a ti daria o mapa do meu coração
E como prêmio só queria o teu respeito
Eternizaria o meu sentimento com riscos na areia

Seria o amado que sempre desejares
Porto Velho seria pequena para tanta paixão.
E quanto aflita teria o meu peito como abrigo

Toda essa poesia poderá ser verdadeira
E caso quiser uma conversa com franqueza.
Se quiser sou teu e tu serás minha por inteira.

Leonilson Bitencourt, 21 de agosto de 2011.

sábado, 20 de agosto de 2011

Discutindo a relação

O teu amor é sinônimo de opressão
O teu beijo tem o tempero da cobrança
O teu aconchego é cadeia fechada
Quão ciumenta és tu minha amada

Eu não sei amar ninguém
O que eu sabia foi levado pelo Mar
O meu coração não pode se apaixonar
Por favor, tenha mais compreensão.

Sou paciente para te entender meu bem
Mas, na minha vida não quero mudança.
Por força não vai, com caninho há esperança.
A nós há um caminho com dupla direção.


Leonilson Bittencourt, 15 de Agosto de 2011.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Alta reflexão

Não quero brincar com a solidão
A minha vida está tão vázia
Mas, não sei se preciso da tua companhia!
Você tem um cheiro de ilusão

Tudo em você é pura sedução
Quero me afastar dessa tua magia
Acho que sem você mais sorte teria
Mas, magoaria ainda mais o meu coração!

Não posso mais viver sofrendo assim
A minha vida já não tem mais sentido
Algo ainda quer te prende a mim

Com muitas coisas tenho aprendido
E acho que aos meus erros darei um fim
Ficarei sozinho com meu coração partido.

Leonilson Bittencourt, 23 de setembro de 2005.

Resistência

Os céus se unem ao nosso favor

Por que você não quer ver?

Entre todas as mulheres, es meu amor!

Pelo menos tente aprender


A solidão transformar tudo em dor

Na minha angustia você tem prazer

Preciso tanto senti o teu calor

Mas, permiti o ego controla teu ser!


Por que queres que seja assim?

Tudo que faço a ti é com respeito.

Na minha alma há uma magoa sem fim


Ironia ou não, fascina-me este teu jeito.

Espero que ainda pense em mim

Mas, ainda quero você para ser o meu par perfeito.


Leonilson Bittencourt, 22 de setembro de 2005.

domingo, 12 de junho de 2011

Perfume das flores


As flores ainda cantam

Clamando um pouco de felicidade

Pois, sabem que tudo é falsidade

Ao cair da noite se calam


Maravilhosas flores quando os seus perfumes exalam

São lindas de verdade

E mesmo assim de uma grande simplicidade

E perfeita quando falam


Assim são as solitárias flores

Vagando em algum peito

Procurando os seus amores


Pois, p’ra tudo tem um jeito

Já não se importam com as dores

Pois tudo tem que se perfeito.


Leonilson Bittencourt, 27 de outubro de 2003.

O canto da Rosa

Nunca vi tanto amor

Em um só sorriso de uma flor

Sei que parece ilusão

Mas é linda a poética canção


Sorria-me a dor

Em meio à fome e o calor

Vi à flor de um coração

Na linda nascente jorrava paixão


Cantava a rosa ao seu Senhor

Ia lhe pedindo proteção

E um pouquinho de valor


Pedia a rosa compaixão

E carinho ao seu favor

Pois, sufocava-lhe a solidão.


Leonilson Bittencourt, 21 de outubro de 2003.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A nós de Rondônia


Nos céus de Rondônia

Quando é setembro o céu fica nublado

Pulmões aflitos e amargurados

Não demonstra nenhum pingo de beleza


Nas terras de Rondônia

Muito sangue inocente aqui foi derramado

Para uns exploração e para outros lugar sagrado

De ti só querem a tua riqueza


Nas águas de Rondônia

Muito do teu ouro foi tirado

A poluição a cada dia tem avançado

Até quando vão desrespeitar a ti natureza


Nós nativos de Rondônia

Protetores desse solo amado

Por nós os abusos serão julgados

Libertaremos Rondônia com toda certeza.


Leonilson Bitencourt, 09 de abril de 2011.

Beijos sem sabor

Sorrir a hipocrisia

De um mundo novo

E no meu peito o renovo

Numa verdadeira poesia


Tudo se tornar estranho

Em minha alma uma chantagem

Mas em meu coração há coragem

Tenho um coração grande de tamanho


Mesmo assim tenho saudade

Quando me lembro do teu amor

Prendi-me em tua falsidade


Mergulhei nas profundezas da dor

Pois nunca houve honestidade

Em tais beijos sem sabor.


Leonilson Bittencourt, 08 de outubro de 2003.

domingo, 10 de abril de 2011

Clima estranho

Está um clima tão quente

Tudo está bem abafado

É um calor engraçado

Cadê o vento que não está presente


Não me sinto contente

As chuvas eu tenho buscado!

Mas, nem sinal teu tenho encontrado.

Por que desse calor ardente


Pareço está no deserto urbano

Preciso de um gênio da lâmpada

Nunca foram assim antes outros anos


Parece que essa terra foi castigada

Será que de ti, esqueceu o povo acreano?

Deus abençoe essa terra amada.


Leonilson Bittencourt, 23 de setembro de 2005.

Alta reflexão



Não quero brincar com a solidão

A minha vida está tão vazia

Mas, não sei se preciso da tua companhia!

Você trás um cheiro de sedução


Tudo em você tem um tom de ilusão

Quero me afastar dessa tua magia

Acho que longe de você a sorte teria

Mas, magoaria ainda meu coração!


Não poço mais viver sofrendo assim

A minha vida já não tem mais sentido...

Se o meu sentimento quer te prende a mim.


Com muitas coisas tenho aprendido

E acho que aos meus erros dei um fim

Mesmo ficando com meu coração partido.


Leonilson Bitencourt, 23 de setembro de 2005

Quão romântico sou eu?



Sou romântico ao extremo de comparar a minha musa a uma flor;
Sou romântico, apaixonado e alucinado, me entrego ao amor;
Sou romântico com imenso coração de rei!
Sou último romântico de consolo à solidão eu terei;

Ser romântico não é moda e sim uma dor;
É provar vida linda, mas, sem sabor!
Quão romântico sou eu?
Se algo de tão puro que é amor em mim morreu;

Sou romântico para ver o teu sorriso;
Sou romântico enquanto houve a boémia e a madrugada;
Sou romântico enquanto o teu corpo me leva ao paraíso;

O meu romance não tem esperança em nada;
Pois se até o poeta Camões é indeciso!
Avalie eu que sonho acordar com minha doce e bela amada.

Leonilson Bitencourt, 24 de março de 2003.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia ceifado

A vida é tão inexplicável

A morte é tão rápida na ida

Nem sempre o sorrir é agradável

Assim é a morte e a vida


Com um olhar contente

Numa cara de mal

A morte levou mais um adolescente

Em mais uma briga marginal


Mas, qual a causa de tamanha violência?

No coração habita o medo

É uma violação a nossa inteligência


Hoje a morte leva mais cedo

A vida perde o valor e a paciência

Com a pistola na mão e o gatilho no dedo.


Léo Bittencourt, 28 de abril 2003.

terça-feira, 1 de março de 2011

Importância do lúdico na Aprendizagem e socialização da criança*

Leonilson Bitencourt Botelho**


Resumo: Esse artigo surgiu após estudos e levantamentos sobre a temática a importância do lúdico na aprendizagem e socialização da criança, foi observado que o tema é bem atual e é causador de divergências entre educadores. A pesquisa para a elaboração do artigo foi realizada pelo método indutivo, pesquisa bibliográfica, e analise dos dados. A hipótese levantada foi que os educadores não estão conseguindo se libertar da educação tradicionalista, não há uma ruptura com a educação bancaria para que haja uma nova forma de educação. O preconceito e a falta de atualização/capacitação de muitos educadores têm freado muitas teorias novas.


Palavras-chaves: educação, lúdico, resistência.


INTRODUÇÃO


A educação no Brasil tem passado por varias mudanças nas três últimas décadas principalmente, o Brasil saiu de uma ditadura militar ferrenha que durou aproximadamente vinte anos, nesse período o que imperava era o tradicionalismo e o tecnicismo.

A ditadura terminou muitos o número de intelectuais da educação e quando eles voltaram do exílio trazendo na bagagem novas idéias e novas experiências que deram certo em outros países. Assim como houve mudança política, na educação também houve reformas que deu origem a educação atual. Conforme JUNIOR (2001, p. 11):


Conhecer métodos, técnicas e procedimentos presentes na Pedagogia Tradicional faz com que educadores(as) revejam suas atitudes e sobretudo sua práxis (ação-reflexão-ação), ocasionando uma melhora significativa na configuração do ensino, fazendo com que este torne-se contextual e percebido pelos alunos como uma ação necessária e indissolúvel as suas vidas enquanto seres sociais.


Novas teorias têm surgido para dinamizar e ajudar a melhorar a aprendizagem dos alunos, os métodos tradicionais tiveram que ser revistos e muitos foram abolidos da pedagogia atual, mas muito professores ainda não refletiram melhor sobre seus métodos de ensino optando para ficar no tradicionalismo.

Os novos pedagogos saem da academia como muitos sonhos querendo colocar em prática teorias aprendidas no curso, mas são freados pelo comodismo e pela falta de políticas públicas voltadas a educação. O professor acaba tendo que trabalhar no improviso por não ter na escola uma biblioteca e muito menos possui uma brinquedoteca.

O professor assume a sala de aula sem apoio e dentro da sala ele encontra-se sozinho e a tendência deixar de lado tudo aquilo que aprendeu na academia e tomar medidas autoritárias e tradicionais. Segundo Lima (2010):


Quando em sala de aula, o professor é dotado de liberdade tal que o tem levado, na maioria das vezes, a adotar uma postura ditatorial perante os alunos. Essa postura instrucionista tem encontrado amparo no fato de que o professor, na sala de aula, tem autonomia para determinar ações, selecionar o conteúdo e a metodologia de ensino, controlar o tempo, enfim, impor aos alunos aquilo que ele acha que é o correto e da maneira que ele quer. Tal postura tem acarretado bastantes desvios no processo de aprendizagem, tirando dos alunos a motivação para participar das aulas, e, sobretudo, impossibilitando-lhes a formação da competência humana, traduzida no saber pensar, no aprender a aprender e na construção e reconstrução do conhecimento. Considerando que o processo de aprendizagem deve ter como parceiros a incerteza e a dúvida, - logo, o professor não é o dono da verdade -, e que os alunos, ao lidarem com o conhecimento, devem assumir uma atitude inquieta, curiosa e questionadora.


O papel do professor é de importantíssimo dentro e fora de aula ele é um modelo, agindo com autoritarismo dentro de sala ele impõe respeito, mas não o conquista. Muitos professores temem trabalhar com o lúdico por medo de perder a autoridade na sala, mas limitando limites e educação com seriedade será bem sucedido.

A escola representa a saída do micro cosmo que a família, mas a escola é repressora ao extremo de causar desinteresse das crianças em ir para a escola, vários fatores contribuem para esse fenômeno que gera até evasão escolar um deles é o autoritarismo do professor. De acordo com BITTENCOURT & FERREIRA (2002, p. 12):


Na escola, a criança permanece durante muitas horas em carteiras escolares nada adequadas, em salas pouco confortáveis, observando horários e impossibilitada de mover-se livremente. Pela necessidade de submeter-se à disciplina escolar, muitas vezes a criança apresenta uma certa resistência em ir à escola. O fato não está apenas no total desagrado pelo ambiente ou pela nova forma de vida e, sim, por não encontrar canalização para as suas atividades preferidas.


Muitos professores superaram a falta de apoio do Estado, perceberam que quando era feita atividade que saia da rotina da sala de aula havia aprendizagem por parte dos alunos, ou seja, a criança aprende brincando. A criança imita a vida real com as suas brincadeiras. Quando brincam de boneca ou de carrinho há uma aprendizagem em relação à vida em sociedade só é preciso que já um mediador para nortear as brincadeiras.

Vygotski (1988) indica a relevância de brinquedos e brincadeiras como indispensáveis para a criação da situação imaginária. Revela que o imaginário só se desenvolve quando se dispõe de experiências que se reorganizam. A riqueza dos contos, lendas e o acervo de brincadeiras constituirão o banco de dados de imagens culturais utilizados nas situações interativas. Dispor de tais imagens é fundamental para instrumentalizar a criança para a construção do conhecimento e sua socialização. Ao brincar a criança movimenta-se em busca de parceria e na exploração de objetos; comunica-se com seus pares; se expressa através de múltiplas linguagens; descobre regras e toma decisões.

Nas escolas ainda vêm o recreio como hora da baderna, mas poderia ser visto como uma hora socialização das crianças, seria interessante se o professor deixasse à hora o cafezinho na sala do professor de lado às vezes para interagi com os seus alunos no recreio. É muito importante o lúdico na aprendizagem do aluno. Segundo SOUZA (2010):


Para que o brinquedo seja significativo para a criança é preciso que tenha pontos de contato com a sua realidade. Através da observação do desempenho das crianças com seus brinquedos podemos avaliar o nível de seu desenvolvimento motor e cognitivo. No lúdico, manifestam-se suas potencialidades e ao observá-las poderemos enriquecer sua aprendizagem, fornecendo através dos brinquedos os nutrientes ao seu desenvolvimento.


Na concepção de SAVIANI (1988) a Pedagogia Tradicional é classificada como intelectualista, e às vezes como enciclopédica, pois os conteúdos são separados da experiência do aluno e das realidades sociais, o que vale é uma educação formalíssima e acrítica.

A nova pedagogia que tem surgido no meio acadêmico não pode ser freada, pois visa aprendizagem e o bem estar dos alunos sem dualidade, sem distinção. As melhores escolas particulares utilizam essa nova pedagogia que valoriza o lúdico e têm dado bons resultados. Na escola pública há muita resistência por partes dos educadores, mas é hora de mudança para acabar com esse distanciamento de qualidade entre a escola pública e privada.


CONCLUSÃO


Trabalhar o lúdico dentro da sala de aula é de suma relevância para alcançar um bom índice de aprendizagem e é uma forma de motivar a permanência do aluno na escola.

Como já vou visto anteriormente que é através a brincadeira que as crianças se interagem e se sociabilizam como o meio, é na hora o recreio que é a maior expressão de sociabilidade onde se brinca, e há interação e troca de informações, é possível haver aprendizagem no recreio com a presença de um mediador.

O lúdico pode ser trabalhado de varias forma dentro a sala de aula, mas para isso o professor precisa de um bom jogo de cintura e criatividade para superar a falta de brinquedos e jogos pedagógicos. Até quando o professor vai precisar partir para confecção de matérias através da reciclagem? Isso não sabe. Talvez essa realidade seja mudada quando a educação for tratada com respeito e dignidade por parte das autoridades responsável.


REFERÊNCIAS


BITTENCOURT, Glaucimar Rodrigues; FERREIRA, Mariana Denise Moura. A importância do lúdico na alfabetização. Belém, 2002.


CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A. Metodologia científica. 5ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.

JUNIOR, Eimar França de Barros. Pedagogia Tradicional e as Desigualdades de Classe. Belém, 2001.

LIMA, Oséas Felício de. Conflitos de poder entre professores e alunos. Disponível em <http://www.meuartigo.brasilescola.com/pedagogia/conflitos-poder-entre-professor-aluno.htm>. Acessado em 17 de dez. 2010.

SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia. São Paulo, Cortez: Autores Associados, 1988.

SOUZA, Maria do Rosário Silva de. A importância do lúdico no desenvolvimento da criança. Disponível em <http://www.saudevidaonline.com.br/artigo68.htm>. Acessado em 18 de dez. 2010.

VYGOSTSKI, Lev Semyonovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2. Ed,1988.

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* Artigo apresentado como atividade de estudo extraclasse na disciplina de Sociologia. Oferecido pela Universidade Federal de Rondônia - UNIR, ministrado: prof°. Dra Márcia e aprecia prevista para Nov/2010.


** Acadêmico do 2° período de Ciências Sociais da Universidade Federal de Rondônia – UNIR