A noite se tornou vazia;
Em mim se instaurou o medo;
O silêncio é minha companhia;
E a solidão me espera mais cedo;
O meu coração é esperançoso;
Olho para o futuro sem acreditar...
Que algo tão bonito e gostoso...
Chegou a hora de acabar;
Como um louco te procuro...
Nas ruas pelas madrugadas frias;
Restou-me um sentimento puro...
e a tristeza como a dos fins dos dias.
Leonilson Bitencourt, 28 de junho de 2015.
Sejam bem vindos
"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes". (Paulo Freire)
segunda-feira, 29 de junho de 2015
sexta-feira, 19 de junho de 2015
ROTINA
Acordo bem cedo
Muito antes de raiar o dia
Sair de casa beijado que bom seria
Entre ruas escuras avanço sem medo
Sigo o rio da vida solitário
Não espero nada de ninguém
Estou cansado de ser rejeitado
Observo a rotina calado
Não cobro pra não ser cobrado
Tarde da noite retorno ao lar
E lá a encontro em sonho profundo
Se ouso lhe acordar
É como se acabasse o mundo.
Leonilson Bitencourt, 11 de julho de 2014.
Muito antes de raiar o dia
Sair de casa beijado que bom seria
Entre ruas escuras avanço sem medo
Sigo o rio da vida solitário
Não espero nada de ninguém
Estou cansado de ser rejeitado
Observo a rotina calado
Não cobro pra não ser cobrado
Tarde da noite retorno ao lar
E lá a encontro em sonho profundo
Se ouso lhe acordar
É como se acabasse o mundo.
Leonilson Bitencourt, 11 de julho de 2014.
domingo, 14 de junho de 2015
VIDA E MORTE
A vida é o tempo;
É uma brisa passageira;
são vários momentos;
fotográficas de uma vida inteira;
É um tempo para aprendizagem;
É uma via só de ida;
A morte é o condutor da viagem;
E a cada momento pode se a despedida.
Leonilson Bitencourt, 20 de julho de 2013.
É uma brisa passageira;
são vários momentos;
fotográficas de uma vida inteira;
É um tempo para aprendizagem;
É uma via só de ida;
A morte é o condutor da viagem;
E a cada momento pode se a despedida.
Leonilson Bitencourt, 20 de julho de 2013.
JARDIM SUPREMO
A alegria invade o jardim
Há risos e cantos p’ra todo lado
Cada rosa canta ao seu amado
Mas, num canto do jardim...
Um coração puro e apaixonado
Em sua direção sem um serafim
- Por que choras e o que queres de mim?
- Choro com o coração magoado.
- O meu sentimento foi desprezado.
Respondeu o anjo sobre o choro sem fim
- Hoje te dou um coração sarado
Aos céus foi chamado por um querubim
Jasmim canta de coração renovado
Sentia-se resgatada de um triste fim.
Leonilson Bitencourt Botelho, 11 de abril de 2015.
ENTRE RIOS E MARES
Uma força violenta vinha me arrastar
Direcionava-me aos teus braços
Acalantava-me em teus abraços
E em teu colo podia descansar
eu era rio correndo para o Mar
na tranquilidade dormia a minha mente
Mas, nem sempre o Mar estavas contente
Lá vinha a pororoca para me afastar
Sem força fui empurrado do meu lugar
hoje sou apenas água a um lago banhar
Vou evaporando, secando até um dia se acabar
Leonilson Bitencourt Botelho, 13 de junho de 2015
Direcionava-me aos teus braços
Acalantava-me em teus abraços
E em teu colo podia descansar
eu era rio correndo para o Mar
na tranquilidade dormia a minha mente
Mas, nem sempre o Mar estavas contente
Lá vinha a pororoca para me afastar
Sem força fui empurrado do meu lugar
hoje sou apenas água a um lago banhar
Vou evaporando, secando até um dia se acabar
Leonilson Bitencourt Botelho, 13 de junho de 2015
terça-feira, 7 de abril de 2015
A EDUCAÇÃO DO MERCOSUL: UM CAMPO MUITO GRANDE PARA SER CONQUISTADO
Resumo:
Esse
artigo tem por objetivo mostrar o quanto as autoridades participantes Mercosul que são responsáveis para debate e solucionar
os problemas educacionais tem feito para o desenvolvimento do bloco, veremos
também que a educação é o prato
principal para a obtenção de tecnologias e para a diminuição da desigualdade
social. É muito grande o campo educacional que precisa ser levado a sério e
repensando para que seja erradicada a miséria e que haja a consciência critica
no decorrer da vida de cada cidadão.
Palavras-chaves:
Educação, descaso, desenvolvimento, desigualdade.
INTRODUÇÃO
Até a década de 80 o mundo estava dividido em
dois grandes grupos: os países capitalistas liderados pelo Estados Unidos da
América (USA) e os países comunistas liderados pela União das Repúblicas
Soviéticas Socialistas (URSS), com o desmoronamento do sistema comunista em
1989, o capitalismo passou a imperar sem concorrência, os países precisavam se
defender e ser mais competitivos num mundo chamado então de nova globalização
com novas oportunidades e novos desafios.
O
mundo passou a ser dividido em blocos econômicos para poder enfrentar em pé de
igualdade a superpotência Norte-Americana que é o Estados Unidos, seguindo essa
tendência mundial da época o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai foram um
bloco por nome MERCOSUL que significa Mercado Comum da América do Sul. Os
planos iniciais eram diminuir da taxa tributaria na exportação e importação,
estabelecer parcerias nas pesquisas e trabalhos científicos (educação), criação
de uma moeda única e estabelecimento de taxas de desenvolvimento. Entre essas
metas somente a taxa tributaria foi dada a devida importância e nos últimos
anos a questão educacional no Mercosul está ganhando a devida importância por
causa das pós-graduações e graduações que estão sendo muito requisitadas pela
questão financeira principalmente medicina na Argentina e as pós-graduações no
Paraguai.
No
Mercosul a educação não é vista como prioridade, e isso é notório, quando
observamos as parcerias entre as universidades na questão de pesquisa que é
quase nula, observamos também que não é pensada na educação de nível
fundamental e nem médio (um exemplo disso é a segunda língua escolhida nas
escolas brasileiras que é a Língua Inglesa e não a espanhola). Quando se quer trabalhar a integração de vários
países como é o caso do Mercosul é necessário que haja um entendimento
linguístico entre os países, ou seja, no Paraguai, Argentina e Uruguai terem a
língua portuguesa como segunda língua e no Brasil o Espanhol.
Deveríamos
ter uma educação básica como os mesmos objetivos e os parâmetros curriculares
semelhantes, não tirando a soberania de cada país, mas visando uma educação
integradora. A educação libertaria de Paulo Freire rompeu as barreiras das
línguas e da distancia cultural entre o Brasil e os países de língua espanhola,
deveria ser retomada as discursões sobre educação a partir essa perspectiva
freireana.
A EDUCAÇÃO NO MERCOSUL: APENAS MAIS UM INSTRUMENTO DE
DOMINAÇÃO.
A
educação é fornecida pelos Estados que compõem o Mercosul, mas não há
preocupação com a qualidade de ensino. A elite que governa esses países pensa
que quanto mais ignorantes os eleitores é mais fácil de ludibriar e se
perpetuar no poder. Por isso a educação está jogada as traças, esse processo de
desvalorização da educação está em todos os níveis de ensino.
O
grande mal da educação está na educação de base, não está formando alunos com
capacidade de seguirem com os estudos posteriores. Mas há uma política que não
está preocupada com qualidade e sim com quantidade. A educação no Brasil não
melhorou de acordo com o Senador brasileiro Cristovam Buarque (2011):
...do ponto de vista da educação de base,
como deveria; vai mal quando a gente percebe que as pequenas melhoras na
educação deixaram a gente para trás, porque a melhoria foi menor do que as
novas exigências por educação.
Houve um tempo em que educação quase não
era necessária; então, qualquer educação satisfazia. Agora, Senador, a educação
melhora um pouquinho, mas as exigências são muito maiores.
É como se nós andássemos ficando para
trás, porque nós andamos, e o resto do mundo anda ao lado mais depressa.
Este foi um ano ímpar, do ponto de vista
da constatação de que a economia pode estar bem, mas não vai bem.
Este foi um ano ímpar, também, quando a
gente analisa que descobrimos que não apenas a educação básica não está dando
salto, mas que os saltos no ensino superior estão sendo afundados por falta de
uma educação de base.
Começamos a fechar faculdades. Quando a
gente começa a fechar faculdades, precisava acender uma luz de que algum erro
está se cometendo. E o erro é tão claro, é tão visível, que dá raiva que as
pessoas não percebam. O erro, Senador Paim, é que a educação de base é ruim. E
nós aumentamos tanto as vagas no ensino superior que, hoje, tem vaga para
qualquer pessoa que queira. E aí entram pessoas que não estão preparadas, que
não têm vocação, que não são perseverantes, que não tiveram uma formação mínima
necessária.
Desperdiçamos dinheiro, abrindo faculdades
para um número de pessoas que não vão poder concluí-la, segui-la. Daí o alto
grau, o enorme grau de abandono de curso.
Todos
os país que compõem o Mercosul precisam repensar a sua visão em relação a educação que é fornecida as
populações mais desfavorecidas, pois uma nação sem educação não tem
desenvolvimento tecnológico e nem intelectual da sua população.
O
desenvolvimento de uma educação para todos dos Mercosul emperra da burocracia
política dos governantes que não vem com bom olhos a população ter o senso critico apurado por intermédio da educação
libertadora e emancipadora, a população menos
favorecida deixaria de viver do assistencialismo e poderia trilhar os seus próprios destinos .
Mas isso, tiraria muitos votos de boa parte dos políticos do Mercosul. Pensar
seriamente na educação é inviável para a classe política, sobram às emendas e
os arranjos, tudo isso não passa de manobra de dominação da burguesia. De acordo com SAES (2007, p. 98):
Isso não
significa, entretanto, que todas as classes sociais defendem a educação de
todos os membros da sociedade e empunham permanentemente a bandeira da educação universal, pelo menos no
nível elementar ou básico. Aparentemente, todos são favoráveis a essa meta; a
prática social evidencia, porém, que tal bandeira é um dos maiores mitos da
sociedade capitalista e, como tal, indispensável à reprodução desse modelo de
sociedade.
Quando
falamos em educação é preciso entender que tipo de educação interessa para os
governantes dessas nações que integram o
Mercosul. A educação atualmente no Brasil é realizada de forma ideal para que
seja confirmada ainda mais a desigualdade social já existente. Os objetivos
traçados por uma elite dominante são bem executados de forma brilhante, os
resultados são bem visíveis nas eleições tanto nas esferas nacionais como
estaduais. De acordo com DURKHEIM (1977, p. 29):
Para definir educação, será preciso, pois,
considerar os sistemas educativos que ora existem, ou tenham existido,
tomá-los, e aprender deles os caracteres comuns. O conjunto desses caracteres
constituirá a definição que procuramos.
Nas considerações do item anterior, já
assinalamos dois desses caracteres. Para que haja educação, faz-se mister que
haja, em face de uma geração de adultos, uma geração de indivíduos jovens,
crianças e adolescentes; e que uma ação seja exercida pela primeira, sobre a
segunda. Seria necessário definir, agora, a natureza específica dessa
influência de uma geração a outra geração.
O Brasil é a maior nação
do bloco e no Mercosul é reflexo da situação educacional, para muitos
pensadores educacionais brasileiros falam de uma educação utópica, que não
consegue ultrapassar as limitações das teorias. As secretárias tratam a
educação como algo possível de junta a teoria e a prática educacional dentro
ambiente escolar, mas isso é uma falácia, um engodo, a educação é realizada de
forma improvisada e até mesmo de forma precária.
É engano achar que a educação brasileira está
indo muito mal, não é por acaso que ela foi deixada na responsabilidade única
dos pedagogos, não vejo isso como incapacidade deles de resolver as questões
educacionais, mas como sobrecarga excessiva sobre a classe. A desvalorização
dos professores foi um golpe muito duro, atualmente recebem salários ridículos
e atuam em péssimas condições de trabalho. Conforme JABOR (2009):
Nessas reportagens sobre a educação, as
soluções são claras: verbas maiores para pagar professores, escolas construídas
com segurança, bem aparelhadas tecnicamente. Mas ninguém faz. Por quê? Por que
somos um dos países com o pior sistema de educação do mundo? Quais são as
causas profundas dessa vergonha?
Bem, primeiro, porque educação não traz
votos. Escolinhas limpas, quem liga para isso? Mesma coisa com a saúde. São
problemas de puro interesse social, e isso não elege ninguém. Obras só
interessam quando dão lucro eleitoral ou lucros em roubos privados.
Nas escolas, dá para roubar na construção,
nas merendas, mas é coisa pouca, é mixaria. Na saúde, ainda dá para roubar bem
mais, desviando remédios, com superfaturamentos, etc. Mas repensar a estrutura
geral da saúde também não dá grana. E dá muito trabalho!
Bom é ganhar votos e roubar em grandes
viadutos, barragens faraônicas, canais épicos. Além disso, no Brasil, como diz
o Lula, desde Cabral a educação foi programada para não haver. Portugal e a
burguesia secular jamais quiseram que o povo aprendesse. Educação é liberdade,
entendimento, perigoso! Até o século 19, tinha de haver autorização do governo
para a publicação de livros, sabiam?
Está entranhada na alma brasileira a idéia
de que pobre não precisa estudar. E muita gente acha que é até melhor que sejam
analfabetos. São mais fáceis de enganar, basta que saibam servir.
Analisando a critica do
jornalista Arnaldo Jabor e bebendo nas fontes de Durkheim, posso dizer que um
grupo da sociedade brasileira para se perpetuar no poder necessita de menos
intervir na educação. Quanto mais a educação for de baixa qualidade, mais
frágil será a criticidade dos indivíduos formadores e formandos. Essas
características não estão puma presentes somente na educação brasileira,
podemos afirmar que ela está em toda a América Latina.
Após as quedas dos regime
militares a dualidade educacional continua estabelecida entre escola pública e
privada. Nas escolas públicas os alunos não têm expectativas, os professores
estão sempre desmotivados e desunidos quando se fala em lutar por melhorias na
educação. Conforme CATTANI & KIELING (2007, p.174-175).
As classes dominantes constroem-se
continuamente, mobilizam-se sem parar para manter sua reprodução ampliada, para
assegurar sua existência cotidiana com vistas à preservação e à transmissão das
posições dominantes para seus descendentes (PINÇON; PINÇON-CHARLOT, 2003, p.
102). A formação ideológica na família e nas instituições qualificadas e a
escolarização formal são parte obrigatória desse processo de construção de
classe. Entre outros aspectos, o ambiente escolar freqüentado pelos seus pares,
constitui-se numa etapa importante da socialização dos futuros detentores da
riqueza e dos privilégios. A rede de relações iniciada num momento particular
da adolescência tende a manter-se e a reproduzir-se de forma pragmática e
utilitarista quando o momento se fizer necessário. Esse é o grande trunfo das
escolas para os muito ricos: serem empreendimentos comerciais, em princípio,
altamente rentáveis, contribuindo, ao mesmo tempo, para a formação e a
reprodução da classe dominante.
Fica
fácil fazer a dominação de massa. Até quando uma minoria vai decidir o destino
de uma imensa população? O Estado pode afirmar que está cumprindo o seu papel
de acordo com a constituição, leis e acordos internacionais para a melhoria da
educação. Mas isso não que dizer que estão interessados em mudar a realidade da
sua população. Podemos perceber isso pelo posicionamento do Estado Brasileiro
em relação a educação superior que só foi regulamentada depois de 17 anos da
criação do Mercosul. De acordo com o relatório do CNE/CES N° 6/2008 no artigo
primeiro consta:
Para os fins previstos no presente Acordo, consideram-se títulos de graduação
aqueles obtidos em cursos com duração mínima de quatro anos e duas mil e
setecentas horas cursadas, e títulos de pós-graduação tanto os cursos de especialização
com carga horária presencial não inferior a trezentas e sessenta horas, quanto
os graus acadêmicos de mestrado e doutorado.
A educação nunca foi dada
a sua devida importância, o Brasil é a 7ª potencia econômica do mundo, mas é
importada toda a tecnologia de ponta. As universidades não têm desenvolvido
pesquisas tecnológicas que possa para mais divisa para o país. As portas das
universidades e das faculdades particulares nunca antes estiveram tão escancaradas
para todo tipo de gente, isso é ótimo a partir do momento que esses acadêmicos
saiam críticos e consigam assimilar teoria e prática. Mas não ocorre isso, “há
uma sucatização da educação superior e um emburrecimento ainda mais dos
acadêmicos”.
É nesse momento que a
educação tem sua maior importância, não mais ensinando a ler e escrever, mas
lendo sem as vendas da ignorância e reescrevendo a história da sociedade com um
olhar crítico. Segundo afirma BOTELHO (2009, p.78 apud GROTTA, 2001, p. 130):
A
queixa ou o reconhecimento dos professores quando às dificuldades que encontram
para promover a leitura em sala de aula e ainda mais grave se lembrarmos que a
escola tem o compromisso de formar cidadãos conscientes, que a dominem a
utilizem a leitura e a escrita como instrumento cultural e político.
O dever da escola é de
engravidar de sonhos de liberdade e de uma verdadeira democracia os seus
alunos, gerando seres altamente críticos e conscientes dos seus deveres e
direitos.
É impossível o Brasil ser
uma superpotência com a educação que ter hoje. É preciso fazer uma revolução na
educação iniciando pela educação de base (educação infantil e ensino
fundamental). O professor nunca antes foi tão desmoralizado e ridicularizado ao
receber o seu contracheque e ver a mixaria de salário. Se na 7° potência
econômica do mundo que é o Brasil está desse jeito, imagine os outros Estados
membros do Mercosul que teoricamente estão ranqueados abaixo do Brasil?
CONCLUSÃO
Os problemas da educação
no Brasil e no Mercosul estão muito além do que imaginamos, não está no
processo de ensino e aprendizagem, e nem na falta de professores preparados,
muito menos nos vergonhosos salários pagos aos educadores, não seria as instituições
com péssimas estruturas, é uma questão puramente política que amarra os
processos educacionais
A educação no passar dos
anos tem sofrido varias mudanças prejudiciais ao alunado. Vários pedagogos
pseudo-intelectual criam teorias mirabolantes para tentar salvar a educação dos
caminhos que estão sendo traçados para ela, mas os esforços por parte do Estado
são medíocres, conservadores e imediatistas.
As soluções são obvias,
mas as medidas não são tomas pelas autoridades por não se remeterem em votos. O
Estado deveria atuar com políticas públicas desde quando a criança está sendo gerado na barriga da sua mãe,
acompanhamento na alimentação e saúde da criança (fornecendo suprimentos e
vitaminas), oportunizando a criança a entrar em creches a partir dos dois anos
de idade (com a observância de profissionais: nutricionistas, fonoaudiólogos,
odontologistas, pediatras, pedagogos, psicólogos e psicopedagogos).
Na educação infantil é
preciso que pedagogos sejam melhor capacitados, instituições com boas
estruturas físicas, materiais pedagógicos adequados, alimentação supervisionada
por nutricionistas, biblioteca e brinquedoteca surtidas e acessíveis aos
alunos, acompanhamento da família quinzenalmente (quando for preciso pelo
conselho tutelar).
É preciso criar escolas
integrais que concilie aprendizagem com lúdico (Educação Infantil e Ensino
fundamental), aumento o número de vagas escolares, apoio psicológico a família
de alunos especiais, capacitação de professores (titulares e auxiliares) para
lecionar turmas com alunos especiais, a inclusão dever ser repensada mais
detalhadamente, é preciso ter laboratórios de informática e de ciências, etc.
Para que a educação no
Brasil alcance altos índices de qualidade é preciso que tenha políticas
públicas sérias voltadas para a educação e principalmente voltadas para a
construção de um país mais juntos e critico.
REFERENCIAIS
ARANHA, Maria Lúcia de
Arruda. História da Educação. São
Paulo: Moderna, 1996.
BRASIL. Constituição da República dos
Estados Unidos do Brasil. Rio de
Janeiro: Assembléia Nacional Constituinte, 1934.
______. Constituição da República Federativa do Brasil-1988. Brasília:
Senado Federal, 1988.
______. Parecer CNE/CES N°.: 118/2008. Brasília: Conselho Nacional de
Educação/Câmera de Ensino Superior, 2008.
BUARQUE,
Cristovam. Um ano impar. Disponível
em <<http://www.senado.gov.br/atividade/pronunciamento/detTexto.asp?t=391370>>. Acessado
em 27 de dez. 2011.
DURKHEIM, E. A educação
como processo socializador: função homogeneizadora e função diferenciadora.
In: PEREIRA, L.; FORACCHI, M. M. Educação
e sociedade. 8. ed. São Paulo: Nacional, 1977.
LAKATOS, Eva
Maria; Marconi, Marina de Andrade. Metodologia
do Trabalho Científico: Procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto
e relatório, publicações e trabalhos científicos. 6 ed. São Paulo: Atlas,
2006
CATTANI, Antonio
David; KIELING, Francisco dos Santos. A escolarização das classes abastadas. Sociologias, Porto Alegre, ano 9, nº
18, jun./dez. 2007, p. 170-187.
SAES, Décio
Azevedo Marques de. Classe média e escola capitalista. Crítica Marxista. São Paulo,
N° 21, 2007, p. 97 – 112.
Educação no Brasil: Será que há inclusão?
Educação no Brasil: Será que há inclusão?[*]
Leonilson Bitencourt Botelho**
Resumo:
Esse
artigo tem por objetivo alertar que a educação “dita normal” não é prioridade
para os governantes da nação brasileira, na “educação especial” é ainda maior o
descaso das autoridades. será que houve a preparação dos educadores, das
escolas e das famílias? Esse trabalho visa mostrar as descaso e improvisos do
Estado para dizer que dar atenção à inclusão.
Palavras-chaves:
inclusão, escola, Estado, família.
Introdução
Educação
é de grande relevância para o desenvolvimento intelectual, tecnológico e do
caráter de uma nação, e uma nação é formada por indivíduos que não todos iguais
na forma de agir e de pensar. Todo país que investi em educação terá um futuro
promissor e será uma grande nação.
A
educação teria que ser inicializada pela família do individuo ainda na
infância, mas infelizmente as famílias estão mal estruturadas e sem capacidade
de dar o que seria a base para a criança sair do microcosmo e passar bem estruturando
para o macrocosmo que é a vida na sociedade. Conforme Ranieri (2000, p. 168):
Educação (...)
constitui o ato ou efeito de educar-se; o processo de desenvolvimento da
capacidade física, intelectual e moral do ser humano, visando a sua melhor
integração individual e social. Significa também os conhecimentos ou as
aptidões resultantes de tal processo, ou o cabedal científico e os métodos
empregados na obtenção de tais resultados. E, ainda, instrução, ensino.
Ensino, por sua vez,
designa a transmissão de conhecimentos, informações ou esclarecimentos úteis ou
indispensáveis à educação; os métodos empregados para se ministrar o ensino; o
esforço orientado para a formação ou modificação da conduta humana; educação.
Com a
decaída dos valores morais e os bons consumes das famílias brasileiras, cuja
mesma era responsável para transmitir para as crianças, essa responsabilidade
foi passada para a escola que não estava preparada para ter tal
responsabilidade e não estava adaptada a modernidade “ou libertinagem” do mundo
atual. Segundo preceitua o artigo 1º da Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de
1996 (LDB):
A
educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar,
na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos
movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações
culturais.
Educação
não é somente o que se aprendi na escola, “mas é tudo que se aprendi na vida
para viver respeitando o próximo, para ter um senso critico dos fatos ocorridos
no mundo, para viver com dignidade e para ter uma vida de caráter
incontestado”. Isso é uma questão não só familiar ou escolar, é uma questão
governamental também.
A
inclusão dos alunos com deficiência especiais, não depende somente de uma lei sancionada
pela presidência da república, precisa de ações coordenadas entre vários
departamentos: saúde, educação, ação social.
Desenvolvimento
A
educação sempre foi elitizada, somente as crianças nascidas em “berços de ouro”
tinham direito a educação. As crianças ditas “não normais” mesmo pertencendo a
uma classe mais favorecida, também não podiam ter direito a educação.
Normalmente no Brasil império as crianças especiais (Síndrome de Dawn, Altista,
deficiente mental, etc.) eram tratadas como “bichos”, viviam presos em quatros
e eram privados do convívio em sociedade.
Muitas
pesquisas foram feitas em relação à educação especial iniciando por um os
maiores pedagogos da história Pestalozzi.
No século XIX na Europa, são criadas escolas especiais inicialmente
elitistas, posteriormente foram abertas a toda a população. No Brasil essas
instituições foram surgir em meado da metade do século XX. Segundo o artigo 26º da DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS
DIREITO DO HOMEM (1957):
1.Toda pessoa tem
direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente
ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino
técnico e profissional deve ser generalizado; o acesso aos estudos superiores
deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
2.A educação deve visar
à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do Homem e
das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a
amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como
o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.
3.Aos pais pertence a
prioridade do direito de escolher o gênero de educação a dar aos filhos.
A
educação virou um direito universal, mas primariamente no Brasil a educação
especial não era tratada com dignidade, as políticas públicas eram escassa,
pois esses motivos que as instituições filantrópicas tomaram a dianteira dela
missão especial.
As principais instituições são: APAE e
Instituto Pestalozzi. Essas instituições
trabalham com parcerias com instituições de ensino superior, parcerias com
governos estaduais e municipais, e contam principalmente com apoio da
iniciativa privada. São instituições serias que tudo que fazem é com carinho e
dedicação para que a criança especial e as famílias possam viver integrados ao
mundo social, os pais têm cursos profissionalizantes dentro mesmo da
instituição.
Foi
analisado que se for trabalhado uma criança com deficiência especial por uma
equipe formada pelos profissionais: pedagogos, neurologistas, fonoaudiólogos,
psicólogos, dentistas, pediatra, fisioterapeutas e profissionais da educação
física. Esse trabalho dever ser contínuo e com o acompanhamento dos pais, pois
sem a família não há socialização. A dedicação e o amor que os profissionais
que trabalham com crianças especiais vão além do que podemos imaginar.
As
instituições que trabalham com crianças especiais trabalham no limite, por falta
de apoio do Estado, as instituições possuem estruturas físicas limitadas e
infelizmente não podem atender toda a clientela que a procura. Normalmente são 6 alunos especiais por sala de
aula, e eles são da mesma faixa de idade. Conforme a Constituição Federal
(1988):
Art. 208. O dever do
Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
I - educação básica
obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade,
assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram
acesso na idade própria; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de
2009) (Vide Emenda Constitucional nº 59, de 2009)
II - progressiva
universalização do ensino médio gratuito; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 14, de 1996)
III - atendimento
educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na
rede regular de ensino;
IV - educação infantil,
em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
V - acesso aos níveis
mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a
capacidade de cada um;
VI - oferta de ensino
noturno regular, adequado às condições do educando;
VII - atendimento ao
educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas
suplementares de material didático escolar, transporte, alimentação e
assistência à saúde. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009)
§ 1º - O acesso ao
ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
§ 2º - O
não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta
irregular, importa responsabilidade da autoridade competente.
§ 3º - Compete ao Poder
Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e
zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola.
A constituição brasileira trata cada indivíduo
de forma igualitária, não diferindo crianças especiais das crianças ditas
normais, define bem claro o papel do Estado em relação a educação e todas as
suas esferas. Conforme JABOR (2009):
Nessas reportagens
sobre a educação, as soluções são claras: verbas maiores para pagar
professores, escolas construídas com segurança, bem aparelhadas tecnicamente.
Mas ninguém faz. Por quê? Por que somos um dos países com o pior sistema de
educação do mundo? Quais são as causas profundas dessa vergonha?
Bem, primeiro, porque
educação não traz votos. Escolinhas limpas, quem liga para isso? Mesma coisa
com a saúde. São problemas de puro interesse social, e isso não elege ninguém.
Obras só interessam quando dão lucro eleitoral ou lucros em roubos privados.
Nas escolas, dá para
roubar na construção, nas merendas, mas é coisa pouca, é mixaria. Na saúde,
ainda dá para roubar bem mais, desviando remédios, com superfaturamentos, etc.
Mas repensar a estrutura geral da saúde também não dá grana. E dá muito
trabalho!
Bom é ganhar votos e
roubar em grandes viadutos, barragens faraônicas, canais épicos. Além disso, no
Brasil, como diz o Lula, desde Cabral a educação foi programada para não haver.
Portugal e a burguesia secular jamais quiseram que o povo aprendesse. Educação
é liberdade, entendimento, perigoso! Até o século 19, tinha de haver
autorização do governo para a publicação de livros, sabiam?
Está entranhada na alma
brasileira a idéia de que pobre não precisa estudar. E muita gente acha que é
até melhor que sejam analfabetos. São mais fáceis de enganar, basta que saibam
servir.
Em 2007, o presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou
uma lei que visar incluir a criança especial na escola “normal”, as secretárias
estaduais de educação deram cursos básicos com a duração de duas semanas e nas
férias os professores, logo poucos foram.
No ano seguinte, as escolas ditas “normais” começaram a receber os
alunos com deficiências especiais. As
escolas em suma maioria não estavam preparadas estruturalmente para receber
essa clientela, não havia acessibilidade, banheiros e salas adaptas para
cadeirantes, cegos e crianças de baixa visão. De acordo com HORTA (2009, p. 1):
Pode-se afirmar que a
estrutura física de uma escola é um equipamento de suma importância para
aumentar o crescimento de um país, seja no âmbito cultural, social ou econômico,
principalmente nas nações em "processo de desenvolvimento", onde se
verificam desigualdades sócio-econômicas acentuadas.
A necessidade de se
promover o alcance aos padrões mínimos de funcionamento em todas as escolas
públicas resulta de uma visão mais ampla a cerca da universalização do ensino:
não se trata apenas de garantir às crianças e aos jovens as oportunidades de
escolarização, é necessário trabalhar para se garantir oportunidades de
aprendizagem. Desta maneira deve-se ter uma preocupação com os padrões mínimos
para o funcionamento de uma escola que são formados por insumos do tipo:
instalações físicas, equipamentos, recursos humanos e pedagógicos, currículo e
gerenciamento.
Quando se fala em
instalações físicas refere-se ao ambiente físico escolar, composto pelo espaço
educativo, pelo mobiliário e pelo equipamento escolar. A falta de
infra-estrutura, a inexistência de projetos arquitetônicos adequados e viáveis,
a falta de recursos públicos e até mesmo a utilização de instalações
inadequadas dos prédios escolares são problemas reais enfrentados por grande
parte das escolas públicas brasileiras.
É
complicado fazer uma inclusão a força, na marra. É preciso haver um
acompanhamento constante dos profissionais citados acima, professor pedagogo
não pode ficar super carregado com essa missão (é o que acontece atualmente).
Pois se continuar assim as crianças não serão incluídas no convívio a
sociedade, e sim excluídas. Na escola “normal” a legislação diz que é permitido
ter somente 25 alunos por turma incluído 2 alunos especiais. A média de alunos
na escola pública da região norte são de 40 alunos por turmas, e os alunos
especiais são tratados de forma diferenciada por não conseguirem acompanhar o
desenvolvimento dos alunos ditos “normais” e acabam fazendo desenhos e pinturas
dentro da sala de aula.
Conclusão
O
Estado deveria diminuir a quantidade de alunos dentro de uma sala de aula para
no máximo 20 alunos já incluído os dois alunos especiais por turma, dever atual
com uma equipe de apoio (neurologistas, fonodiólogos, psicólogos, odontologistas,
pediatras, fisioterapeutas e profissionais da educação física), as escolas
devem ser equipadas com materiais pedagógicos especiais para a inclusão, é
necessário que o Estado atue na assistência familiar, e para finalizar ações, o
Estado dever fornecer cursos de capacitação as profissionais da educação que
lidam com os alunos especiais no dia-a-dia escolar quem tem contrato de 40
horas trabalharia 20hs e nas outras vinte participaria da capacitação.
O Estado finge que está incluindo e a escola
finge que educa para a vida em sociedade. O que não pode é permanecer nesse
engano, o que existe é um retrocesso na educação especial. As escolas ditas
normais não podem mais tratar os alunos especiais como inconvenientes e
atrasadores do processo letivo já que não podem acompanhar na mesma velocidade
os alunos “normais”.
Atualmente
não há inclusão, deve ser pensada outra solução para essa questão. As escolas
sem acompanhamento da família e auxílio do Estado torna-se somente um mero
depósito de crianças ditas “normais e especiais”.
Referências
BRASIL.
Constituição da República Federativa do
Brasil-1988. Brasília: Senado Federal, 1988.
_____.
Lei de Diretrizes e Bases, Lei
9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, 1996.
HORTA, Silas Dumont Pires. A influência da estrutura física no ensino
aprendizado. Disponível em: < http://www.webartigos.com/articles/28413/1/a-influncia-da-estrutura-fsica-no-ensino-aprendizado-/pagina1.html
> .Acesso em: 25 nov. 2009.
LAKATOS,
Eva Maria; Marconi, Marina de Andrade. Metodologia
do Trabalho Científico: Procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto
e relatório, publicações e trabalhos científicos. 6 ed. São Paulo: Atlas,
2006.
RANIERI, Nina. Autonomia Universitária. São Paulo: Edusp, 1994.
UNESCO. Declaração
Universal dos Direitos do Homem. Suíça,1957.
[*]Artigo apresentado para avaliação na
disciplina do 7º modulo: Culturas, políticas e práticas para a inclusão na
educação. Oferecido pela Universidade Privada Del Guaira - UPG, Paraguay e
apreciado em 2013.
** mestrando
em educação pela Universidade Privada Del Guaira – UPG, Paraguay.
Candeias do Jamari
Há um rio de águas verdes e calmas
e dele sobrevive um povo trabalhador
Outrora já foi um pequeno seringal,
Uma fronteira e um posto fiscal,
Uma balsa, uma escola e um administrador;
Seu povo sofrido e digno de palmas
e dele sobrevive um povo trabalhador
Outrora já foi um pequeno seringal,
Uma fronteira e um posto fiscal,
Uma balsa, uma escola e um administrador;
Seu povo sofrido e digno de palmas
Na sua história há um Cândido Rondon;
Que na travessia das águas de Poseidon
Observando na luz refletida das Candeias
Nasceu ali o nome nas margens de areias.
Que na travessia das águas de Poseidon
Observando na luz refletida das Candeias
Nasceu ali o nome nas margens de areias.
Do pequeno seringal ao município
De Portela a seu Manuel Bento
Do Teodoro ao Carlos Drummond de Andrade
De Portela a seu Manuel Bento
Do Teodoro ao Carlos Drummond de Andrade
Candeias do Jamari hoje é realidade
Lugar onde a malária já foi tormento
E hoje há políticas sem nenhum princípio.
Lugar onde a malária já foi tormento
E hoje há políticas sem nenhum princípio.
Leonilson Bitencourt, 14 de dezembro de 2014.
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