Sejam bem vindos

"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes". (Paulo Freire)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Deveria ser assim, pirlimpimpim.

Às vezes descrevo a minha tristeza
Às vezes conto o meu medo
Não quero nada de mal dentro de mim
Pois, não quero morrer tão cedo.
Ainda quero conhecer o mundo e sua beleza

Às vezes choro quando estou sozinho
Tenho feridas abertas no coração
Às vezes fico imaginando o meu fim
Então, durmo escutando uma linda canção
Acuado me protejo de todos no meu mundinho

Eu sei que não devo ser assim
Essa dor não era para se fixar no meu peito
Deveria ser mais florido o meu jardim

A dor não tem nenhum tipo de preconceito
E a tristeza deveria ir embora com um toque de pirlimpimpim
Só assim, o meu coração funcionária perfeito.


Leonilson Bitencourt             
                                              13 de fevereiro de 2013.

Diário de um capitão

A minha alma está triste
O meu corpo está cansado
Vou solitário navegando nesse Mar
O que eu falo não ecoa
O que penso me destrói
O meu prazer não tem mais sentido
E o meu gozo é solitário

As águas são calmas até demais
Ontem a noite teve tempestade
Sobrevivo por pura piedade
Só penso em ser feliz e nada mais
Hoje acabaram os mantimentos
Rasgaram-se as velas do mastro principal
Estou sozinho a deriva no mar
A cada dia sou lançado num rochedo
A tripulação amedrontada fugiu
Mas, eu fiquei, pois aqui é o meu lugar.


Leonilson Bitencourt             
                                 13 de fevereiro de 2013.

O RETORNO DA GREVE

Que dia bizarro
Do alto de um prédio caiu um jarro
E lá mesmo ficou a vítima
Não havia vida e nem salvação
Mas, logo o corpo se levanta do chão.

Na outra esquina entocaiados estavam dos assaltantes
Dois trabalhadores que nunca assaltaram dantes
E se limpando vinha a vítima
Um tiro pegou de cheio no coração
Contudo não morreu o pobre cidadão

Com cacos na cabeça e um tiro no peito
Ao cruzar a rua um ônibus o pegou de jeito
Dentro de uma loja foi parar a vítima
Já não tinha mais pulsação
Porém, o moço levanta para cumprir a sua missão.
Ele tinha que ir para casa deixar uma carta
Onde já estava tudo preparado o adeus a Marta
Ele se preparava para ser sua própria vítima
E nos céus o anjo da morte acabara de voltar da Greve
A corda, o barco, retratos de uma vida breve.

Leonilson Bitencourt                
                                 29 de novembro de 2013.

sábado, 22 de novembro de 2014

Por que tanto silêncio?

Por que  tanto silêncio?
Será que o mundo emudeceu?
Aonde se escondeu o meu sol?
Pois ainda não amanheceu.
E uma pergunta paira no ar
Por que tanto silêncio?
Será que ninguém vai me falar?
Fico pensando aonde está minha linda
Pois, eu a quero pra mim.
Basta só você dizer sim
Mas, mora em mim um silêncio.


Leonilson Bitencourt.
                                                     14 de dezembro de 2003.

Morena

Entre as sombras da verdade
Esconde-se o meu amor
E morena formosa como a flor
Vem matar minha saudade

Vem reviver minha vontade
Acabando a minha dor
E morena jeitosa de cor
Que trás no peito amizade

Nos braços da liberdade
de braços abertos ao meu favor
no coração há lealdade

Estarei contigo aonde você for
Pode passar uma eternidade
mas, nunca perderá o teu sabor.

Leonilson Bitencourt.
                                                                05 de agosto de 2003.

Prenúncio de paixão

É apenas o vento
que vem em minha direção
Tudo é calmo neste momento

Cai dos céus um raio
Inquietar-me o coração
Isso não é um ensaio

É um prenúncio de tempestade
Talvez seja um furacão
É somente a dor que há no meu peito na realidade
É um prenúncio de paixão.


Leonilson Bitencourt.
                                                23 de outubro de 2003.

Distante do meu Porto

As vezes no mar e outras no rio, 
mas sempre penso em casa... 
onde é o meu porto e eu o seu navio!
As vezes só quero chegar em casa e abraçar a quem amo, 
as vezes consigo e outras nem tando. 
Posso até ficar triste, mas nunca desanimo, 
lembrando do teu sorrindo vou unitário dormindo.


Leonilson Bitencourt.
                                                            13 de janeiro de 2014.

Tempos de mentiras

Já foi o tempo da mentira
e quando você me enganava
Eu achava que você  me amava
Uma ilusão que desperta minha ira

Eu amei você e sua mentira
Como eu fui ingênuo demais
Machucaste um coração de um pobre rapaz
Causando muitas dores, desamor e ira.

Talvez tudo seja mentira
talvez eu nunca te amei
Está tão escuro que já não sei
e acho que nunca sentirei tanta ira.

Leonilson Bitencourt.  
                                                                                             03 de novembro de 2003.