Sejam bem vindos

"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes". (Paulo Freire)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O pirata e o Mar

Essa é uma história de amor

Pouca gente sobreviveu pra contar

Talvez seja eu o único remanescente

Eu era um pirata que vivia a navegar

Destemido e avassalador em suas ações

Nunca houve um só cais que pudesse me segurar


Talvez seja uma história de dor

Navegando para onde o vento soprar

Mas o meu coração não estava contente

Estava cansado de mentir e saquear

Não havia resistência para os tiros de canhões

Nas minhas infinitas procuras achei um novo tipo de Mar


O Mar seduziu o coração do conquistador

Mas o navegador estava preparado parar amar

Mentia e iludia a todos facilmente

O pirata desejava outro lugar

Partia e voltava com as suas embarcações

Mas um dia pirata resolveu sossegar


O Mar não acha mais no pirata valor

O pirata decidiu finalmente ancorar

Prometeu em seu coração fazer tudo diferente

Porém, já era tarde para se entregar

O Mar tornou-se revoltoso com as tais situações

Destruiu as naus e fez o pirata naufragar.


Léo Bittencourt, 21 de setembro de 2010.

domingo, 12 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Não entendo nada de amor



Nunca fiquei assim tão no nada

Sou mais um entre milhares de apaixonados

Tenho amor no sangue e no coração

Mas, hoje em dia já não sei mais nada de amor!


O que era já não é mais

Tudo é muito vago

Às vezes é meio sem sentido

Outras vezes sem verdade e sem sentimento


Foi só mais uma atração fatal

Com beijos semi-iguais

Porém, tudo foi ilusão.


Leonilson Bittencourt, 20 de outubro de 2001.

Exaltação a você


Você é tudo p’ra mim

É um raio de sol que apareceu em minha vida

Não consigo para de pensar em você um só instante


Vejo a vida passar

Mas, não consigo deixar de te amar

Quando estou perto de ti fico voando nas nuvens

Eu fico mais perto do céu


Sua boca tem um mel tão gostoso de provar

Seus cabelos são como uma cachoeira de ouro

É tão lindo o teu balançar

Assim vou vivendo sempre a te admirar.


Leonilson Bittencourt, 26 de junho de 2001.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ao meu grande Amor



O meu grande amor

Que por mim não senti nada

Consegue me iludir com somente um olhar

Tenho pena dela

Pois, ainda não aprendeu amar

Então que ame eu por nós dois

Mas o meu esforço é em vão

Aparenta ser de pedra o seu coração


Não tenho mais nada para ofertar

Tudo o que eu fiz e sou

Não deste o mínimo valor

Nega a minha existência

Mas teimo em acreditar

Que toda a nossa história acabou


Os planos e as promessas de felicidade

Todos interrompidos sem explicação

Restando uma lacuna impreenchível no meu peito

Foste embora e levaste a metade de mim

Levaste a melhor parte que eu tinha

O meu sorriso, a minha paz e a minha alegria


Como pode me ensinar a voar

E não me preparaste para queda

A vida seque seu rumo como o rio

Não lamento mais a sua partida

Isso me fez aprender

Que quem se arrisca a amar

Está sujeito a sofrer.


Leonilson Bitencourt. 28 de junho de 2010.