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"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes". (Paulo Freire)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Análise do filme "a onda"*

Leonilson Bitencourt Botelho**

Resumo:

O filme a onda foi baseado numa história que aconteceu nos estados unidos na década de 70. É abordado como se faz uma dominação em massa utilizado a ordem e a força do coletivo, a dinâmica mostra que inicialmente os resultados são muito bons e cada dia o individuo sentisse mais importante no sistema de dominação. Alienação é algo que cega as pessoas não os permite ver a verdade ou a pluralidade de possíveis verdades.

PALAVRAS-CHAVE: totalitarismo, poder e alienação.

1 INTRODUÇÃO

A Alemanha foi arrasada na primeira Guerra mundial, a humilhação e o orgulho ferido feridas eram sementes que se alojaram no coração do posso alemão. A nação ferida e destruída era uma ótima oportunidade para o surgimento de um herói que modificasse a história Alemã e que fizesse a mesma ser grande novamente. Surge o Adolf Hitler o herói, o salvadora, o ser divino.

O partido nazista já estava estabelecido, espelhava-se no fascismo de Mussolini na Itália. O partido ganhava força e assumi o poder instalando uma ideologia de superioridade do povo Alemão que valorizava raça pura.

A economia alemã anteriormente destruída no pós-guerra foi aos poucos sanada por varias medidas econômica, mas não só isso, enquanto o resto do mundo sofria a queda da bolsa de 1929, alto nível de desemprego, a Alemanha melhorava os seus setores industriais. O exercito Alemão foi aprimorado belicamente e foram capacitados os recursos humanos. A Alemanha no inicio da década de 40 estava pronta para guerra, e internamente Hitler colocava em prática limpeza étnica iniciando-se a perseguição aos Judeus que em suma maioria detinha o poder econômico.

Em 1939, Hitler invade a Polônia dando origem à segunda guerra mundial, são criados os campos de concentração, locais onde milhares Judeus foram exterminados em câmara de gás, foi o maior genocídio da história chamado de holocausto.

A guerra durou 6 anos, a Alemanha foi derrotada novamente e foi dividida ao meio. Hitler se matou ao ver que a derrota era eminente, mas as marcas da sua obra ficaram marcadas nos corações e mentes de quem sobreviveram aos campos de concentração.

2 Desenvolvimento

No filme relata uma aula de história ministrada pelo Professor Burt Ross. Os alunos que estudam a disciplina de história não viveram o horror da guerra e não tenham como se identificarem com o conteúdo e não poderiam saber a real importância que é viver num mundo livre sem regimes totalitários.

O professor na sua primeira aula sobre o regime Nazista¹ Alemão, durante a explicação do conteúdo, uma aluna questionar por que ninguém dentro da Alemanha evitou que o extermínio de milhares de judeus acontecesse. O professor fica sem resposta na hora, mas investiga a fundo os motivos que fizeram com que a população Alemã ficou passiva a idéia de Hitler² sobre raça pura, ou seja, que a raça ariana era superior.

O segundo dia, o professor depois de passar a noite estudando uma resposta para dar à estudante, entra na sala e a sua aula tem por tema o poder. Segundo a definição do SITE WIKIPÉDIA (2010):

Poder (do latim potere) é, literalmente, o direito de deliberar, agir e mandar e também, dependendo do contexto, a faculdade de exercer a autoridade, a soberania, ou o império de dada circunstância ou a posse do domínio, da influência ou da força.

A sociologia define poder, geralmente, como a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, mesmo se estes resistirem de alguma maneira. Existem, dentro do contexto sociológico, diversos tipos de poder: o poder social, o poder econômico, o poder militar, o poder político, entre outros.

Foi modificada a sua metodologia e começou a trabalhar com “força pela disciplina e com força pela comunidade” (que todos são homogêneos), então surge a “Onda” com uma nova ideologia de vida para todos os alunos tendo como base a “força pela disciplina e força pela comunidade”, inicia uma “dinâmica de dominação e alienação”.

Conforme o Maquiavel no capítulo XV, no final do segundo parágrafo assim um Príncipe de manter no poder (liderança):

Em verdade, há tanta diferença de como se vive e como se deveria viver, que aquele que abandone o que se faz por aquilo que se deveria fazer, aprenderá antes o caminho de sua ruína do que o de sua preservação, eis que um homem que queira em todas as suas palavras fazer profissão de bondade, perder-se-á em meio a tantos que não são bons. Donde é necessário, a um príncipe que queira se manter, aprender a poder não ser bom e usar ou não da bondade, segundo a necessidade.

Aparentemente o professor estava começando agir de forma ditatorial. Mas a inicialmente os resultados da “onda” eram bons segundo o que pensavam os alunos. Sobre o autoritarismo do professor em sala de aula afirma LIMA (2010):

Quando em sala de aula, o professor é dotado de liberdade tal que o tem levado, na maioria das vezes, a adotar uma postura ditatorial perante os alunos. Essa postura instrucionista tem encontrado amparo no fato de que o professor, na sala de aula, tem autonomia para determinar ações, selecionar o conteúdo e a metodologia de ensino, controlar o tempo, enfim, impor aos alunos aquilo que ele acha que é o correto e da maneira que ele quer.

Seguindo as idéias de dominação e alienação o professor instala o poder totalitário que vai aos poucos dominando não só a sua classe, mas a escola toda, os outros professores ficaram preocupados pelo fato que os seus alunos queriam mudar para sala da “onda”. Segundo afirmam BOBBIO; MATTEUCCI & PASQUINO, (1998, p. 811):

O sistema totalitário com um partido único e com um único líder foi definitivamente implantado no verão de 1934, quando Hitler, através de expurgos sangrentos dentro do partido (e das organizações militares do partido, as SA), conseguiu o apoio total do exército e se nomeou, após a morte do presidente Hindenburg, chefe do Estado, chanceler, líder do partido e da nação, ditador único da Alemanha.

Os alunos se sentiam superiores aos outros alunos que não participavam da “onda”, chegaram brigar para mostrar que eram superiores na força, não aceitavam críticas ao novo sistema chegando a censurar e intimidar uma aluna da mesma classe que escreveu alguns artigos no jornal de escola tentando despertar os seus companheiros de sala de aula. Estavam alienados ao novo sistema, não pensavam mais por si mesmos, agiam como marionetes. Tudo isso foi causado pela “onda”. Segunda a definição de alienação por SCHWARTZMAN (1961):

Alienação Política - incapacidade de um povo em se orientar politicamente conforme seus próprios interesses. Crença na operosidade de instrumentos inoperantes, de um lado; desinteresse total pelos fatos políticos, de outro. E, em sua forma mais grave - recusa em decidir o próprio destino, de raciocinar, de traçar seu próprio projeto; criação do mito do Chefe, do Messias, do Pai, do Salvador da Pátria.

Conforme Adolf Hitler (1889-1945):

Por que eu iria forçar essas criaturas a se submeterem a uma disciplina rígida, da qual não conseguem escapar? Eles podem ter tantas terras ou usinas quanto querem, o importante é que o estado, por intermédio do partido, decida quanto às ações e atitudes, pouco importando, assim, que sejam proprietários ou operários. Compreendem, agora, que tudo isso não significa mais nada? Nosso socialismo tem uma forma de agir mais profunda. Não modifica a ordem das coisas, não faz senão mudar as relações dos homens com o estado (...) Que significado têm a partir de agora as expressões 'propriedade' e 'renda'? Por que teremos a necessidade de socializar os bancos e as usinas? Nós socializamos os homens!

O professor foi procurado de madrugada pela aluna que se sentia perseguida pelas suas criticas a “onda”, o professor por sua vez garantiu que isso seria resolvido no outro dia e no dia seguinte o professor mandou todos os alunos que participavam da “onda” se vestirem com roupas azuis e convencesse o maior número de pessoais para se concentrarem no auditório da instituição porque receberiam o líder maior da “onda”.

Muitos alunos se fizeram presente no auditório, mas pelo fato da demora muitos alunos questionaram sobre a autoridade que iria discursar na televisão, é nesse momento que o professor coloca em pratica a parte final da dinâmica do poder quando é colocado o vídeo do discurso de Hitler, o professor relata que esse é o líder que os alunos tinham e acaba respondendo a pergunta que lhe foi feita na primeira aula e que não foi respondida.

Segundo o EVANGÉLICA JOÃO 3. 32. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Assim que os alunos conheceram a verdade todos conseguiram sair da caverna da alienação e dominação, talvez após essa aula brilhante que o professor deu os alunos serão mais críticos e não retornaram mais a caverna da alienação.

Conclusão

A talvez desse trabalho foi possível notar o quanto a educação é uma das mais eficaz arma para enfrentar as formas de alienação importa por quem quer obter ou se manter no poder. Cabe a profissional de educação criar novas metodologias de trabalho para que possa dar uma nova visão de mundo para dos seus docentes que entram a educação básica.

É preciso reformular essa educação libertadora, o primeiro passo é libertar a classe mais desunida do Brasil que é a classe dos professores pedagogos, possuem tais características: são em maioria acomodados politicamente; possuem sindicatos amarados e mumificados pela sua própria incompetência de movimentar a massa; são obrigados a terem até 3 empregos para alcançar a marca de 3 salários mínimos (os priores salários dentre as profissões de nível superior); passam o conteúdo que é importo pelo MEC (ministério da educação); não há criticidade em suas ações dentro e fora de aula.

Pobres professores alvos fácies de uma elite que querem que a população continue sem saber votar, que preferem profissionais de não saber ou não tem a capacidade de reivindicar os seus direitos. A alienação mor começa na escola, talvez a alienação política que a Alemanha da década de 40 passou não esteja muito distante da nossa realidade.

REFERÊNCIAS:

BÍBLIA de referência Thompson. Evangelho Segundo o apóstolo João. Ed. Vida. São Paulo. 2002.

BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de Política. Ed. universidade de Brasília. Brasília. 1998

BOBBIO, Norberto. Teoria Geral da Política: a filosofia política e as lições dos clássicos. Michelangelo Bovero, organizador. Rio de Janeiro. Campus, 2000.

HEGEL. La Phénoménologie de L'Esprit. trad. Jean Hippolite, Aubier, Paris, 1947.

LAKATOS, Eva Maria; Marconi, Marina de Andrade. Metodologia do Trabalho Científico: Procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006.

LIMA, Oséas Felício de. Conflitos de poder entre professor e aluno. Disponível em < http://www.meuartigo.brasilescola.com/pedagogia/conflitos-poder-entre-professor-aluno.htm>. Acesso em 09 de mai. 2010.

MAQUIAVEL, NICOLOU. O Príncipe. Disponível em < http://www.culturabrasil.pro. br/oprincipe.htm>. Acesso em 08 de mai. 2010.

SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do Trabalho Cientifico. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2002.

SCHWARTZMAN, Simon. Alienação política. Mosaico 4, revista do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Minas Gerais, maio de 1961.

SITE WIKIPÉDIA. Nazismo. Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Nazismo >. Acesso em 08 de mai. 2010.

_______ . Poder. Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Poder >. Acesso em 08 de mai. 2010.

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* Artigo apresentado como atividade de estudo extraclasse na disciplina de Sociologia I. Oferecido pela Universidade Federal de Rondônia - UNIR , ministrado: prof°. Dra Berenice Tourinho e apreciação prevista para Maio/2010.

** Acadêmico do 1° período do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Rondônia - UNIR.

[¹]Nazismo, conhecido oficialmente na Alemanha como nacional-socialismo (em alemão: Nationalsozialismus), é a ideologia praticada pelo Partido Nazista da Alemanha, formulada por Adolf Hitler, e adotada pelo governo da Alemanha Nazi de 1933 a 1945.

[²] Adolf Hitler, nascido na Áustria em 1889, foi o ditador que levou a Alemanha a segunda grande guerra mundial (1939 a 1945), exterminou milhares de judeus nos campos de concentração, suicidou-se no final ao ver que a derrota era eminente para a Alemanha (1945).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O pirata e o Mar

Essa é uma história de amor

Pouca gente sobreviveu pra contar

Talvez seja eu o único remanescente

Eu era um pirata que vivia a navegar

Destemido e avassalador em suas ações

Nunca houve um só cais que pudesse me segurar


Talvez seja uma história de dor

Navegando para onde o vento soprar

Mas o meu coração não estava contente

Estava cansado de mentir e saquear

Não havia resistência para os tiros de canhões

Nas minhas infinitas procuras achei um novo tipo de Mar


O Mar seduziu o coração do conquistador

Mas o navegador estava preparado parar amar

Mentia e iludia a todos facilmente

O pirata desejava outro lugar

Partia e voltava com as suas embarcações

Mas um dia pirata resolveu sossegar


O Mar não acha mais no pirata valor

O pirata decidiu finalmente ancorar

Prometeu em seu coração fazer tudo diferente

Porém, já era tarde para se entregar

O Mar tornou-se revoltoso com as tais situações

Destruiu as naus e fez o pirata naufragar.


Léo Bittencourt, 21 de setembro de 2010.

domingo, 12 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Não entendo nada de amor



Nunca fiquei assim tão no nada

Sou mais um entre milhares de apaixonados

Tenho amor no sangue e no coração

Mas, hoje em dia já não sei mais nada de amor!


O que era já não é mais

Tudo é muito vago

Às vezes é meio sem sentido

Outras vezes sem verdade e sem sentimento


Foi só mais uma atração fatal

Com beijos semi-iguais

Porém, tudo foi ilusão.


Leonilson Bittencourt, 20 de outubro de 2001.

Exaltação a você


Você é tudo p’ra mim

É um raio de sol que apareceu em minha vida

Não consigo para de pensar em você um só instante


Vejo a vida passar

Mas, não consigo deixar de te amar

Quando estou perto de ti fico voando nas nuvens

Eu fico mais perto do céu


Sua boca tem um mel tão gostoso de provar

Seus cabelos são como uma cachoeira de ouro

É tão lindo o teu balançar

Assim vou vivendo sempre a te admirar.


Leonilson Bittencourt, 26 de junho de 2001.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ao meu grande Amor



O meu grande amor

Que por mim não senti nada

Consegue me iludir com somente um olhar

Tenho pena dela

Pois, ainda não aprendeu amar

Então que ame eu por nós dois

Mas o meu esforço é em vão

Aparenta ser de pedra o seu coração


Não tenho mais nada para ofertar

Tudo o que eu fiz e sou

Não deste o mínimo valor

Nega a minha existência

Mas teimo em acreditar

Que toda a nossa história acabou


Os planos e as promessas de felicidade

Todos interrompidos sem explicação

Restando uma lacuna impreenchível no meu peito

Foste embora e levaste a metade de mim

Levaste a melhor parte que eu tinha

O meu sorriso, a minha paz e a minha alegria


Como pode me ensinar a voar

E não me preparaste para queda

A vida seque seu rumo como o rio

Não lamento mais a sua partida

Isso me fez aprender

Que quem se arrisca a amar

Está sujeito a sofrer.


Leonilson Bitencourt. 28 de junho de 2010.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Quando ela passa por mim.


A mais pura poesia ao passar por mim
Vem trazida pelo vento, perfumada de jasmim
Quantos mistérios tem no seu andar?
Com esse jeitinho faz qualquer um se apaixonar

A sua beleza faz meu coração se alegrar
Quem dera eu todo dia ao teu lado caminhar
Quão bom seria ser ela respondesse que sim
Mas, na vida nada é tão fácil assim

Observando o teu agir não noto defeito
Sorte terá quem receber o seu amor
A ela dedico todo o meu sentimento e respeito

A sua formosura é comparada a uma flor
No meu jardim ela seria minha amada por direito
e eu mesmo tímido seria o seu eterno beija-flor.

Leonilson Bitencourt. 19 de abril de 2010.



quinta-feira, 26 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Maldita saudade



Maldita saudade que me faz lembrar o teu corpo
Maldita saudade que não permite eu deixar de te amar
Maldita saudade que vem me visitar na calada da noite
Maldita saudade que não deixa a tua imagem da minha cabeça
Maldita saudade que não permite eu esquecer os teus abraços

Quão difícil é sobreviver a um turbilhão de sentimento
Ainda imagino você voltando a qualquer momento
O meu coração está mergulhado num Mar de saudade
Até quando iremos ficar essa crueldade?

Não negarei o que sinto e o que quero
Estou disposto a mudar essa história
Rasgar o passado e construir uma algo p’ra sempre
Os meus sonhos não se frustraram na beira do Mar
Em ti está o começo e não o fim
Quero sobreviver a tudo isso com você ao meu lado
Esmagarei a saudade e terei você novamente
Mas dessa vez será p’ra sempre.

Leonilson Bitencourt 11 de agosto de 2010.