Sejam bem vindos

"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes". (Paulo Freire)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Em meio à tempestade

O meu estado é de turbulência

A minha paz foi levada

Estou cada vez mais dentro da tempestade

Totalmente preço sem liberdade

A minha alma está cansada

De todos os meus males tenho ciência


Quero um Mar de calmaria

Onde posso ser feliz de verdade

Estou solitário, doente e febril.

Essas tormentas vão consumir

Pois o mal que me atinge é saudade

Não sei se até o Mar calmo chegarei

Somente longe daqui paz terei

Longe até de mim mesmo.


Quando eu for não vai ter choro

Mas a minha atual situação nada ficará

A tristeza com o navio naufragará

Da aliança só restou o ouro

Quanto ao Mar ficarão lembranças boas

E um convite para depois da tempestade.


Léo Bittencourt. 17 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

O vento e o rochedo

No deserto sopra o vento
Uma incerteza lhe é presente
Muda de humor e causa tormento
Quando parti, vai sorridente
não se importando com o que causou

O rochedo não vai e vem
Ele é apaixonado pelo seu canto
O Vento agi como lhe convém
Não tem charme e nem encanto

Olha só quem voltou...
Vem suave ao tocar na gente
Até parece ser bom por um momento
A nossa proteção é o rochedo carente
Que ama e não tem medo do sofrimento.


Leonilson Bitencourt. 
                                                            10 de dezembro de 2011