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"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes". (Paulo Freire)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O RETORNO DA GREVE

Que dia bizarro
Do alto de um prédio caiu um jarro
E lá mesmo ficou a vítima
Não havia vida e nem salvação
Mas, logo o corpo se levanta do chão.

Na outra esquina entocaiados estavam dos assaltantes
Dois trabalhadores que nunca assaltaram dantes
E se limpando vinha a vítima
Um tiro pegou de cheio no coração
Contudo não morreu o pobre cidadão

Com cacos na cabeça e um tiro no peito
Ao cruzar a rua um ônibus o pegou de jeito
Dentro de uma loja foi parar a vítima
Já não tinha mais pulsação
Porém, o moço levanta para cumprir a sua missão.
Ele tinha que ir para casa deixar uma carta
Onde já estava tudo preparado o adeus a Marta
Ele se preparava para ser sua própria vítima
E nos céus o anjo da morte acabara de voltar da Greve
A corda, o barco, retratos de uma vida breve.

Leonilson Bitencourt                
                                 29 de novembro de 2013.

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