Que dia
bizarro
Do alto de
um prédio caiu um jarro
E lá mesmo
ficou a vítima
Não havia
vida e nem salvação
Mas, logo o
corpo se levanta do chão.
Na outra
esquina entocaiados estavam dos assaltantes
Dois trabalhadores
que nunca assaltaram dantes
E se
limpando vinha a vítima
Um tiro
pegou de cheio no coração
Contudo não
morreu o pobre cidadão
Com cacos
na cabeça e um tiro no peito
Ao cruzar a
rua um ônibus o pegou de jeito
Dentro de
uma loja foi parar a vítima
Já não
tinha mais pulsação
Porém, o
moço levanta para cumprir a sua missão.
Ele tinha
que ir para casa deixar uma carta
Onde já
estava tudo preparado o adeus a Marta
Ele se
preparava para ser sua própria vítima
E nos céus
o anjo da morte acabara de voltar da Greve
A corda, o
barco, retratos de uma vida breve.
Leonilson Bitencourt
29 de novembro
de 2013.
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